Ministro da Economia, Paulo Guedes
Edu Andrade/Ascom/ME
Ministro da Economia, Paulo Guedes

A defesa do ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou a  decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), de arquivar o pedido de investigação da notícia-crime envolvendo  empresas abertas em paraíso fiscais, revelada pelas reportagens do Pandora Papers .

Neste sábado (9), os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso disseram que o arquivamento é "demonstração inequívoca de que não há ilegalidade" nos negócios do chefe da pasta.

"O arquivamento da ação perante o Supremo Tribunal Federal é mais uma demonstração inequívoca de que não há ilegalidade em manter um veículo de investimento no exterior, declarado à Receita e demais órgãos competentes, muito antes de Paulo Guedes ingressar no governo", afirmaram em nota.

No texto, a defesa alegou que Guedes não se beneficiou do cargo e está afastado da administração do negócio.

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"Os documentos apresentados pela defesa à PGR demonstram de forma clara que o Ministro se afastou da gestão da empresa e que jamais se beneficiou, de qualquer forma, do cargo que ocupa, seguindo, sempre, as determinações da Comissão de Ética Pública, do Código de Conduta da Alta Administração Federal e da Lei de Conflito de Interesses", acrescentaram.

Nessa sexta-feira (8), Toffoli decidiu arquivar o pedido de investigação contra Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto .

As ações contra Guedes e Campos Neto foram movidas pelo PDT e pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). De acordo com as matérias do Pandora Papers, Guedes mantém um valor de US$ 9,55 milhões em offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. Ele abriu o negócio em setembro de 2014 às vésperas da eleição vencida por Dilma Rousseff (PT).

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