Semana Brasil começa de forma discreta
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Semana Brasil começa de forma discreta

Nesta sexta-feira (3), tem início a terceira edição da Semana Brasil. Até o dia 13 de setembro, empresas de comércio e de varejo do país oferecem descontos nas lojas físicas e no e-commerce. Em 2021, no entanto, a campanha começou de forma discreta. Foram poucas as peças de marketing veiculadas no período que antecede a data.

Criada pelo governo federal em 2019, a iniciativa surgiu como uma tentativa de movimentar a economia. Inicialmente chamada de "Semana do Brasil", o período de descontos teve que mudar de nome (passou a ser escrito sem o "do") depois que os organizadores descobriram que alguém teria registrado o domínio na internet e estaria coletando dados das empresas cadastradas.

Assim como nas edições anteriores, a "Black Friday brasileira" acontece junto com as comemorações da Independência do Brasil, celebrada em 7 de setembro. Um dos motivos para a falta de alardes neste ano foi um atraso no lançamento dos materiais publicitários divulgados pelo governo federal e pelos parceiros. 

Também são poucos os participantes que fazem referências à Semana Brasil para aquecer as próprias vendas. A própria Havan, cujo fundador, Luciano Hang, é abertamente apoiador do governo Bolsonaro, não usa o nome "Semana Brasil" no site oficial da loja. Ao invés disso, faz menções ao que chama de "Setembro do Brasil".

A alta nos preços e o desemprego, agravados pela pandemia de Covid-19, também são outros motivos que explicam a pouca aderência dos consumidores à Semana Brasil. No ano passado, houve uma queda de 8,3% nas vendas em relação ao alcançado em 2019.  


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