Paulo Guedes, ministro da Economia, defendeu 'dose certa' da reforma do Imposto de Renda
Washington Costa - ASCOM/ME
Paulo Guedes, ministro da Economia, defendeu 'dose certa' da reforma do Imposto de Renda

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (3) que a reforma do Imposto de Renda aprovada na Câmara dos Deputados deve estar 'mais ou menos' em um ponto de equilíbrio.

Segundo ele, as reclamações de mais taxação por parte dos empresários e de perda de arrecadação por parte dos estados e municípios mostra que o texto acertou na dose. Guedes também disse que a reforma aprovada pelos deputados esta dentro do eixo pensado pelo governo de taxar os rendimentos de capital e "aliviar" assalariados e empresas.

"Se você perguntar para os empresários, particularmente os mais ricos, eles vão dizer: 'aumentaram os impostos, isso é um absurdo, aumentar os impostos'. Aí você vê os estados e municípios, eles vão dizer: 'que absurdo baixaram os impostos, estamos arrecadando menos'. Isso quer dizer que a gente mais ou menos acertou a dose".

E continuou:

"Se estão dizendo que a gente aumentou e que a gente baixou, a gente não deve ter nem aumentado muito, nem baixado muito, deve ter ali [chegado] mais ou menos num ponto de equilíbrio", concluiu o ministro.

Ainda no evento do Traders Club, empresa de informação do mercado financeiro que se notabilizou, semanas atrás, por colocar uma estátua de Paulo Guedes como o Mandaloriano, guerreiro da saga Star Wars, o ministro disse que uma perda de arrecadação com a reforma "não tem problema nenhum".

Nesta sexta-feira, o secretário do Tesouro, Bruno Funchal, disse que o governo perderá R$ 20 bilhões com a reforma. Guedes, por sua vez, disse que o aumento da arrecadação seria mais que o suficiente para compensar a perda.

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"Na verdade, aumentei R$ 200 bilhões de arrecadação. Qual o problema de ter devolvido R$ 20 bi da reforma? Se não for neutra, perder um pouco de arrecadação? Não tem problema nenhum", disse.

Guedes justificou dizendo que não vai haver uma arrecadação menor porque ela está registrando números bem acima do previsto.

"A medida que o país retoma o crescimento e a arrecadação sobe acima do PIB, nós queremos justamente transformar esse excesso de arrecadação em redução de impostos", defendeu.

O ministro também afirmou que a regra de ouro "se transformou numa ficção" e "se revela irreal" porque o governo continua apresentado déficits. A regra de ouro é uma lei que determina que o governo não pode se endividar para pagar gastos correntes.

"A regra de ouro mais uma vez se revela, eu diria que irreal, porque enquanto nós não começarmos a gerar superávits nos orçamentos públicos, ela continua sendo violada. O que nos temos feito é moderar."

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