O Brasil criou 316.580 vagas de emprego formal no mês de julho
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O Brasil criou 316.580 vagas de emprego formal no mês de julho

O Brasil criou 316.580 vagas de emprego formal no mês de julho. Com esse resultado, o país somou e 1.848.304 e postos nos sete primeiros meses do ano.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho. Esta é a primeira divulgação dos dados com a nova pasta, recriada no começo de agosto e comandada por Onyx Lorenzoni.

O mercado de trabalho formal vem registrando forte recuperação desde julho de 2020 – a exceção foi dezembro, que teve saldo negativo. No primeiro semestre, o país registrou criação de 1,5 milhão de novos postos, com destaque para a recuperação dos setores de serviço e comércio.

O avanço na criação de postos de trabalho no mercado formal reflete a melhoria da atividade econômica, mas também é uma consequência do programa de manutenção do emprego e renda (BEm), que permite a suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada e salários, com um período subsequente de estabilidade no emprego.

Em julho, havia 1,9 milhão de trabalhadores com estabilidade por acordos firmados ainda em 2020, de acordo com dados do governo. O programa foi reeditado em 2021 e voltou a valer no final do mês de abril e até esta quinta, último dia de vigência do programa, já haviam sido firmados 3,2 milhões de acordos.

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Caged X Pnad

O resultado do Caged segue contrastando com o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE. Os dados, divulgados na quarta-feira, apontam que a taxa de desemprego no Brasil foi de 14,7% no trimestre encerrado em abril, mantendo o maior nível da série histórica iniciada em 2012. O número de desempregados chegou a 14,8 milhões.

A Pnad considera vagas formais e informais, e apresenta dados trimestrais. Já as informações do Caged refletem números mensais apenas de empregos formais.

Enquanto a pesquisa do IBGE investiga todos os tipos de ocupação, nos mercados formal e informal, além de empresários e funcionários públicos, o Caged só considera aqueles que trabalham com carteira de trabalho assinada.

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