Fausto Ribeiro assumiu a presidência do BB no lugar de André Brandão
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Fausto Ribeiro assumiu a presidência do BB no lugar de André Brandão

O presidente do Banco do Brasil , Fausto Ribeiro, enviou uma carta aos funcionários da estatal na manhã desta segunda-feira (05) com promessas e diretrizes de sua gestão a frente do banco. Em texto obtido pelo jornal Estado de S. Paulo , Ribeiro mostrou alinhamento com opiniões do presidente Jair Bolsonaro relacionados a privatização do BB .

Na mensagem, Fausto Ribeiro prometeu “austeridade” e reorganização societária para entregar resultados melhores aos investidores. O presidente da estatal ressalta dez objetivos para manter a gestão do banco, dentre eles, acelerar o processo tecnológico do BB para facilitar o processo financeiro.

De acordo com o Estadão , Ribeiro se mostrou alinhado a Bolsonaro quando cita a privatização do Banco do Brasil. Para o gestor, o “Banco do Brasil é de mercado e é do Brasil”. Em carta, Fausto Ribeiro lembrou os 212 anos do BB e disse que o banco é “patrimônio dos brasileiros”.

"É de mercado, está listado em Bolsa, tem que ser lucrativo, competitivo e eficiente ao atender mais de 65 milhões de clientes no Brasil e no Exterior; e é do Brasil, porque cada brasileiro é um sócio desse Banco, que nos faz ser historicamente compromissados com o desenvolvimento econômico e social do País”, completou Ribeiro.

Essa opinião é compartilhada com Jair Bolsonaro, que vê a privatização do banco como prejuízo para o país e seu governo. Essa discussão ainda foi pauta no Palácio do Planalto no fim do ano passado, quando foi anunciado um programa de demissão voluntária e fechamento de agências do Banco do Brasil em 2021 .

A repercussão da notícia em meio as discussões para as eleições no Congresso Nacional , provocou desavenças entre Bolsonaro e o ex-presidente do Banco, André Brandão, que pediu demissão após discussões com o Planalto . A saída de Brandão provocou uma debandada da instituição, com a saída do presidente do Conselho Administrativo, Hélio Magalhãe s, e do conselheiro independente, José Guimarães Monforte. Ambos alegaram discordar da indicação de Ribeiro para a presidência do Branco do Brasil.

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