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Empresas rebatem acusações e afirmam que testam alimentos antes de colocarem à venda
Reprodução/Facebook
Empresas rebatem acusações e afirmam que testam alimentos antes de colocarem à venda

A Food and Drug Administration (FDA) e o Congresso dos Estados Unidos estão investigando quatro empresas americanas suspeitas de adicionarem altos níveis de metais tóxicos em papinhas para bebê. De acordo com o relatório divulgado na quinta-feira (04), as empresas Gerber , Beech-Nut , Nurture e Hain Celestial Group sabiam dos efeitos negativos das substâncias em recém-nascidos e não teriam alterado as políticas de fabricação.

Os investigadores apontam o uso de arsênio, chumbo, cádmio e mercúrio, produtos que fazem parte da lista de risco da Organização Mundial da Saúde para bebês e crianças. A OMS aponta que os metais podem provocar doenças graves, como o câncer.

“Níveis perigosos de metais tóxicos como arsênio, chumbo, cádmio e mercúrio existem em alimentos para bebês em quantidades que excedem o que especialistas e órgãos governamentais consideram permitido”, disse o deputado democrata Raja Krishnamoorthi, relator da investigação no Congresso, à CNN norte-americana.  

Krishnamoorthi ressaltou o encontro de planilhas que apontavam as dosagens usadas nos alimentos fornecidos as crianças.

“No entanto, sabemos que em muitos casos, não devemos ter nada mais do que um dígito partes por bilhão de qualquer um desses metais em nossos alimentos", completou.

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Embora a  FDA -  agência reguladora de saúde dos EUA  - não tenha definido a quantidade de metais pesados que podem ser adicionados aos alimentos, especialistas consideram que o uso em excesso pode provocar danos ao desenvolvimento da criança. A FDA informou que também está investigando as empresas.  

Em nota, a Hain Celestial Group informou que está decepcionada com o relatório e rebateu os dados do relatório dizendo que estão desatualizados.

A Gerber disse que todos os alimentos atendem aos padrões de segurança e qualidade, que estão entre os mais rígidos não apenas nos Estados Unidos, mas no mundo. A empresa reafirmou a colaboração com as investigações das autoridades.

A terceira empresa investigada, a Happy Baby, responsável pela Nurture, rebateu as informações do relatório e afirmou que “não vende produto que não tenha sido rigorosamente testado”.

Já Beech-Nut Nutrition disse que “estabelece padrões de teste de metais pesados há 35 anos”, e revisam todos os produtos, além de fortalecer a fiscalização sempre que possível.

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