Brasil Econômico

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Fábio Motta/Agência O Globo
Caixa libera o auxílio emergencial a 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família nesta sexta-feira (23)

A Caixa realiza nesta sexta-feira (23) o pagamento do  auxílio emergencial a 1,6 milhão de beneficiários, gastando R$ 420,7 milhões. O valor é referente à segunda parcela extra do auxílio emergencial, de R$ 300 , que é paga nesta sexta aos inscritos do Bolsa Família com Número de Identificação Social (NIS) de final 5. Ao todo, mais de 16 milhões de pessoas cadastradas no programa Bolsa Família foram consideradas elegíveis para a segunda parcela do auxílio emergencial e receberão, ao todo, R$ 4,2 bilhões durante o mês de outubro.

Para quem recebe o Bolsa Família , nada muda no pagamento do auxílio. O recebimento das parcelas de R$ 300 atende aos mesmos critérios e datas do benefício regular, sempre nos 10 últimos dias úteis do mês e permitindo a utilização do cartão do próprio Bolsa Família nos canais de Autoatendimento, Unidades Lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui; ou por crédito na conta Caixa Fácil. O auxílio de R$ 300 só é pago a quem recebia menos do que isso no programa de transferência de renda, já que é impossível acumular auxílio e Bolsa Família: só é pago o benefício de maior valor.

Diferentemente do que acontece com os pagamentos do auxílio emergencial , o calendário para beneficiários do Bolsa Família não é dividido em dois: depósitos e liberações para saques e transferências. Como já faziam antes do auxílio, os beneficiários do programa de transferência de renda já podem sacar no dia do recebimento, como é o caso dos que têm o NIS de final 5 nesta sexta.

Confira o calendário de pagamentos da 7ª parcela do auxílio

  • 19 de outubro - NIS de final 1;
  • 20 de outubro - NIS de final 2;
  • 21 de outubro - NIS de final 3;
  • 22 de outubro - NIS de final 4;
  • 23 de outubro - NIS de final 5;
  • 26 de outubro - NIS de final 6;
  • 27 de outubro - NIS de final 7;
  • 28 de outubro - NIS de final 8;
  • 29 de outubro - NIS de final 9; e
  • 30 de outubro - NIS de final 0.

Auxílio termina em dezembro

Criado para minizar os efeitos da crise provocada pela pandemia, o auxílio emergencial depende do estado de calamidade pública , que termina em 31 de dezembro de 2020, para ser pago. Devido ao alto custo, o programa furaria o teto de gastos , não fosse o estado de calamidade e o afrouxamento das regras orçamentárias.

Em função disso, a ampliação do auxílio definiu que o benefício, cortado de R$ 600 a R$ 300 nas parcelas finais, termine neste ano. Como milhões de beneficiários não começaram a receber o dinheiro em abril, quando o programa foi lançado, nem todos receberão as nove parcelas do auxílio.

Há quem receberá todas as parcelas, cinco de R$ 600 e quatro de R$ 300 - como os beneficiários do Bolsa Família, que estão garantidos -, mas também há casos de pessoas que receberão apenas as cinco parcelas de R$ 600. Diferentemente do esperado e até o que havia sido anunciado pelo governo, quem começou a receber antes será beneficiado, tendo direito a mais parcelas. A exclusão das quatro parcelas finais representa perda de R$ 1.200.

Congressistas buscam formas de articular a ampliação do estado de calamidade por pelo menos mais um trimestre em 2021, mas o governo é contra.

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