Celular com a calculadora aberta está apoiado sobre um gráfico
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Poupança sofre maior perda de rentabilidade desde 2016 por conta do avanço da inflação


O avanço da inflação em setembro deste ano prejudicou a poupança . Nos últimos 12 meses, descontando o  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, a caderneta acumula perdas de 0,46%, de acordo com levantamento da Economatica. Este é o pior resultado, neste tipo de comparação, desde agosto de 2016.


Em agosto deste ano, a poupança ainda tinha rentabilidade positiva, de 0,45%. Porém, com a alta de 0,64% da inflação em setembro, o ganho real foi perdido.

Mesmo com um retorno tão baixo, a caderneta segue atraindo muitos investidores neste ano. Na última terça, o Banco Central (BC) divulgou que os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 13,2 bilhões. Diante deste resultado, o saldo total em contas poupanças fechou setembro em R$ 1,001 trilhão, superando pela primeira vez a marca trilionária.

Michael Viriato, professor de Finanças do Insper, avalia que os investidores têm buscado a poupança por conta da previsibilidade do investimento:

"Neste ano, a maioria dos investimentos estão operando fora de suas características tradicionais. Bolsa caindo forte , fundos de renda fixa no negativo, entre outros. Tudo isso gera incerteza nos investidores. Assim, sem saber onde aplicar, as pessoas apostam na poupança. O rendimento é baixo, mas as pessoas sabem que ao fim de cada mês terá algum ganho na conta".

A rentabilidade negativa na poupança significa que o ganho real está negativo. Isso não quer dizer que a quantidade de dinheiro investida vai diminuir. Significa que o rendimento da aplicação ficou abaixo do aumento dos preços, então a pessoa perde em poder de compra.

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