Brasil Econômico

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Christiano Diehl Neto / Agência O Globo
Produção industrial tem respiro em agosto

A produção industrial brasileira cresceu 3,2% em agosto, na comparação com o mês anterior. Essa é a a quarta alta seguida no setor, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ).

A alta, porém, veio um pouco abaixo do esperado e ainda não é suficiente para recuperar as perdas de 27% que o setor industrial sofreu em março e abril deste ano , devido à crise causada pela pandemia de Covid-19

Em comparação com o mesmo mês de 2019, a produção industrial de agosto caiu 2,7%. Nesta comparação, a queda é a décima consecutiva. No acumulado do ano, a produção recuou 8,6%.

O gerente da pesquisa, André Macedo, diz que os dados mostram uma recuperação no setor, mas ainda não suficiente para suprir as quedas anteriores. "Há uma manutenção de certo comportamento positivo do setor industrial nos últimos meses. É um avanço bem consistente e disseminado entre as categorias, mas ainda há uma parte a ser recuperada", comenta. O setor industrial está 2,6% abaixo do patamar de fevereiro, período pré-pandemia. 

A influência dos automóveis

A pesquisa do IBGE ainda mostra que todas as grandes categorias da indústria registraram crescimento em agosto. O destaque vai para os Bens de consumo duráveis : a categoria foi a que mais cresceu em agosto, com aumento de 18,5% frente a julho. 

Já dentre os ramos pesquisados, 16 dos 26 tiveram aumento. A atividade mais influente foi  Veículos automotores, reboques e carrocerias , com aumento na produção de 19,2%.

"A produção dos automóveis impacta não só dentro da categoria de Bens de consumo duráveis, mas no setor industrial como um todo, porque influi na confecção de autopeças, caminhões e carros em geral", analisa Macedo. 

Por outro lado, dentre os ramos que tiveram redução na produção em agosto, se destacam negativamente os seguintes: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,7%), Outros produtos químicos (-1,8%) e bebidas (-2,5%).

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