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Prévia do PIB tem alta de 2,15% em julho, segundo o Banco Central

A economia brasileira cresceu 2,15% em julho, na comparação com o mês anterior, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgados nesta segunda-feira (14). O indicador é considerado uma espécie de "prévia do PIB". Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no segundo trimestre, o PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve uma queda recorde de 9,7%, colocando o Brasil oficialmente em recessão técnica .

A alta é a terceira seguida desde a queda de 9,37% registrada em abril, considerado o pior momento da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

O número aponta para uma desaceleração da recessão , após o indicador ter registrado um tombo recorde de 11% , na comparação com o trimestre anterior. Essa queda foi a maior desde 2003 no Brasil.

Em maio e junho, as leves altas foram insuficientes para recuperar as perdas de abril. A prévia do PIB teve crescimento mensal de 1,6% no quinto mês do ano e depois de 4,9% em junho. Em julho, divulgação mais recente do BC, a prévia do PIB subiu menos do que no mês anterior, com a alta de 2,15%.

Em junho, mesmo com o crescimento mensal expressivo do PIB , a queda em relação ao ano passado é brutal. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o indicador despencou 7%.

Nas últimas semanas, dados mensais têm indicado uma retomada econômica mais rápida que a esperada. As vendas no varejo, por exemplo, registraram alta de 5,2% , segundo dados do IBGE — crescimento maior que o projetado por analistas.

De acordo com o mercado financeiro, a expectativa para o fim de 2020 é que o PIB tenha uma queda de 5,11%. O número foi atualizado nesta segunda-feira, na mais recente edição do Boletim Focus, relatório semanalmente divulgado com participação do mercado financeiro.

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