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Tomaz Silva/Agência Brasil
Comércio fechado no RJ: 242 mil empresas demitiram empregados em julho

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que, na segunda quinzena de julho, 242 mil empresas reduziram a quantidade de empregados em relação à quinzena anterior. A pesquisa "Pesquisa Pulso  Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas" mostra que 68,4% dos empreendimentos diminuíram em até 25% a quantidade de trabalhadores.

Da maioria das empresas  que está ainda funcionamento (84,6% das pesquisadas, o que equivale a 2,5 milhões de empresas), manteve o número de funcionários na segunda quinzena de julho em relação à quinzena anterior. Das empresas em funcionamento, 7,9% fizeram demissões.

De acordo com Flávio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, as empresas ainda têm dificuldades  em manter funcionários e não demitir.

"A gente tem um saldo positivo (de vagas) apontado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mas os números quantitativos absolutos de desligamentos ainda são elevados", disse Magheli ao jornal Estadão.

Na segunda metade de julho, 55% das empresas em funcionamento não tiveram alteração significativa na sua capacidade de fabricar produtos ou atender clientes. Enquanto isso, 33,1% relataram dificuldades, e 11,6% tiveram facilidades.

Aproximadamente 38,9% das empresas em funcionamento tiveram dificuldades em fazer pagamentos de rotina na segunda quinzena de julho, e 49,7% consideraram que não houve alteração significativa.

Já 93% das empresas em funcionamento declararam ter implementado ações de prevenção e manutenção de medidas extras de higiene para atenuar os efeitos da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nos negócios.

34,9% das empresas mantiveram funcionários em trabalho domiciliar (teletrabalho, trabalho remoto,  home office e trabalho à distância), e 20,3% anteciparam férias dos empregados.

29,1% das empresas diz ter mudado o método de entrega de seus produtos ou serviços. Enquanto isso, 16,2% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos ou serviços na segunda quinzena de julho.

Sobre medidas especiais da pandemia, 30,5% adiaram o pagamento de impostos e 11,4% conseguiram uma linha de crédito emergencial  para o pagamento da folha salarial. Na segunda metade de julho, 30,2% das empresas disseram ter sido apoiadas pelo governo na adoção de medidas emergenciais contra a pandemia. A percepção de apoio governamental foi mais elevada entre as companhias que adiaram o pagamento de impostos (60,8% delas) e entre as que conseguiram linhas de crédito para o pagamento da folha salarial (87,4%).

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