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Tomaz Silva/Agência Brasil
O número de trabalhadores que estavam afastados do trabalho por conta da pandemia recuou de 5,8 milhões para 4,7 milhões

O número de  trabalhadores que estavam afastados do trabalho por conta da pandemia recuou de 5,8 milhões para 4,7 milhões, entre a quarta semana de julho e a primeira semana de agosto. A população ocupada que não estava afastada soma 74,7 milhões de brasileiros.

Os índices de desemprego e informalidade, entretanto, não cederam, apresentando estabilidade. De acordo com os dados da Pnad Covid, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo  IBGE, 12,6 milhões de pesoas estão desocupadas, numa taxa de 13,3%. Já o trabalho informal é uma realidade para 27,9 milhões de brasileiros.

“Isso significa que essa população afastada, por conta da pandemia ou por outros fatores, está retornando ao trabalho que tinha”, analisou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Cerca de 18,3 milhões de brasileiros fora da força, que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Eles representam um quarto do total de pessoas que não estão na força de trabalho.

Para os próximos meses, a expectativa é que haja uma recomposição da ocupação por meio dos trabalhadores informais. Dados da Pnad Contínua, divulgados na última semana pelo IBGE, mostraram que 8,9 milhões de pessoas deixaram de trabalhar entre abril e junho, sendo 68% informais.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid não é comparável com os dados da Pnad Contínua, considerado o indicador oficial de desemprego no país. A metodologia das duas pesquisas são distintas.

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