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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, descartou privatização da Eletrobras neste ano

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (6) ser "difícil" o Congresso tratar da privatização da Eletrobras neste ano. Apesar dos obstáculos políticos, em videoconferência realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Maia afirmou que os parlamentares devem analisar em breve um novo marco legal para o setor elétrico e, em duas ou três semanas, o projeto que moderniza a legislação sobre o gás natural.

Perguntado sobre o assunto, Maia disse que conversou com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sobre o marco do setor elétrico. Trata-se de um novo código para setor, relatado pelo deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG). Após negociação com o governo, o parlamentar apresentou há uma semana um texto sobre o assunto. Ele espera reunir e simplificar regras, além de alterar leis para dar maior abertura ao mercado.

"Conversei com (o ministro) Bento (Albuquerque). Vamos colocar para andar o marco do setor elétrico, mas acho que a privatização (da Eletrobras) na Câmara é difícil este ano. O adiamento da eleição vai atrasar e, somado a isso, temos o atraso que nós tivemos no ano passado. Não tivemos uma solução entre Câmara e Senado. A pandemia também atrasou. Vamos ficar com pouco tempo para discutir a capitalização da Eletrobras. Eu defendo, quando vier eu vou votar a favor. A alocação daquele recurso pode ser feito de forma melhor para a sociedade se a empresa for vendida. É a minha opinião", disse Maia.

O presidente da Câmara citou ainda a importância da nova legislação sobre o gás . A proposta é uma das principais apostas do governo e do ministro da Economia, Paulo Guedes, para a recuperação econômica pós-pandemia. A iniciativa tem o objetivo de baratear o gás e quebrar o monopólio da Petrobras no setor.

"(O marco do) gás (devemos votar) nas próximas duas ou três semanas. É um tema importante, há uma discussão sobre qual é o melhor modelo, mas é legítimo que o governo tente emplacar a sua proposta", acrescentou o presidente da Câmara.

Durante a conversa, Maia defendeu ainda as reformas tributária e administrativa, além de se posicionar contra a revisão do teto de gastos . Politicamente, ele vê uma relação direta entre os dois assuntos.

"Se tivermos coragem de sentar em cima do teto e não deixar passar um real, vamos conseguir fazer as outras reformas. Se deixarmos passar, não vamos conseguir fazer as outras reformas", defendeu.

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