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Agência Brasil
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é a favor de um projeto de renda mínima permanente

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (dia 25) que é a favor da criação de um programa de  renda mínima permanente, como o Renda Brasil, uma espécie de remodelagem do Bolsa Família, que vem sendo elaborado pelo governo.

No entanto, Maia defendeu que o programa seja feito em conjunto com o Congresso Nacional, uma vez que já existem projetos de lei nesse sentido na Câmara e no Senado.

A proposta do Executivo, segundo informou o próprio ministro Paulo Guedes na última terça-feira, é unificar os benefícios sociais, como Bolsa Família, abono salarial e seguro-defeso. Essa ideia é apoiada por Rodrigo Maia.

Em coletiva de imprensa na última quinta-feira, ele afirmou que defende a renovação do auxílio emergencial de R$ 600 por mais dois meses, enquanto se discute a criação de um programa de renda mínima permanente.

— Acho que é renovar por dois meses , e construir o caminho da renda mínima permanente para que a gente não tenha daqui a 60 dias a mesma pressão correta e de urgência que nós temos hoje sobre o auxílio emergencial. Acho que a decisão correta são os R$ 600 por dois meses e de forma rápida que parlamento e governo possam sentar para construir a unificação dos programas sociais — disse Maia.

O presidente da Câmara também criticou a proposta em estudo do governo, de conceder mais três parcelas do auxílio emergencial nos valores de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Segundo ele, caso o Executivo pretenda renovar o benefício em um valor abaixo do atual, de R$ 600, será necessário voltar com a discussão para o Congresso.

— R$ 500 mais R$ 400 mais R$300 são duas [parcelas] de R$ 600. Não estou entendendo onde está o problema. O problema é que, até agora, estamos ouvindo o governo falar que está construindo uma proposta chamada Renda Brasil. Existem muitos parlamentares na Câmara e no Senado que há muitos anos já vêm discutindo a possibilidade de uma renda mínima e nós poderíamos estar fazendo esse debate em conjunto, governo e Parlamento — apontou Maia.

O Ministério da Economia foi procurado, mas afirmou que só se pronuncia após o anúncio oficial de medidas.

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