Confusão em mercado de São Paulo
Foto: Reprodução/Internet
Confusão em mercado de São Paulo

Em meio ao temor pelo novo coronavírus e o medo das redes de supermercados não darem conta da alta demanda da população, clientes optam por comprar suprimentos em grandes quantidades em vários estabelecimentos de compras do Brasil.

Mas, na quinta-feira (19), uma cliente de uma rede atacadista de São Paulo não gostou da cena que viu na fila do estabelecimento.

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Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, a mulher se revolta com um casal que estaria levando um carrinho de compras com diversas caixas de álcool gel. O produto teria esgotado no mercado. Nas imagens, é possível ouvir a mulher dizendo ao homem: “Você não pode fazer isso, eu vou chamar a polícia”, grita.

Na fila, alguns consumidores não reagiram ao protesto, mas outros entraram na discussão e pegaram algumas unidades produto dentro do carrinho de compras do casal. O vídeo se encerra e não é posível saber como a discussão terminou.

De acordo com a Associação Paulista de Supermercados, apesar do consumo continuar acelerado em função da antecipação de compras e em razão dos trabalhos à distância, o abastecimento continua normal até o momento,
apenas com falta de produtos de maneira pontual.

Confira o momento:


Nos supermercados de Belo Horizonte o clima também tem sido de apreensão. Isso porque na última quarta-feira (18), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) suspendeu o alvará de funcionamento de todos os bares, restaurantes, casas de shows e shoppings de BH a partir desta sexta-feira (20).

Com medo, clientes da capital formaram filas imensas em mercados e já reclamam das prateleiras vazias e do limite de produto por consumidor. Itens considerados de primeira necessidade, como papel higiênico, óleo e carne já começam a sumir das estantes. Eles são comprados em grandes quantidades por pessoas que desejam criar estoques em casa.

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Apesar do medo pela falta de reposição dos estoques nos supermercados, o presidente do Supermercados BH, Pedro Lourenço, desmentiu o boato e assegurou que os produtos continuarão sendo vendidos normalmente. “Podem ficar tranquilos. Tem produto para todo mundo", publicou em vídeo no perfil oficial da empresa no Instagram.

Pedro Lourenço ainda pediu a conscientização do público para a compra do álcool em gel, que chegou a ficar em falta no supermercado. O item terá venda limitada a três unidades por pessoa nas lojas da rede. “Se comprar com consciência, não vai faltar para ninguém. Chega todos os dias à loja”, garantiu.



Álcool em gel a preço de custo em São Paulo

A procura pelo álcool em gel em São Paulo aumentou a ponto de provocar desabastecimento em praticamente todas as regiões do estado.

O governador João Doria anunciou na quinta-feira (19) um a cordo com supermercados para oferta de álcool em gel a preço de custo. O produto é um dos principais itens recomendados por autoridades de saúde para prevenção e combate ao novo coronavírus.

“A partir de 23 de março, os supermercados venderão o produto com margem zero. Nenhum valor adicional”, afirmou Doria. “Isso certamente vai impor uma redução no preço para o consumidor”, acrescentou o Governador.

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A medida ainda não abrange o álcool em gel vendido em farmácias, mesmo aquelas que funcionam dentro de supermercados. A decisão foi viabilizada por um comitê executivo sob coordenação da Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, e formado por representantes do Estado e empresários. O setor supermercadista foi representado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Segundo o Governador, o preço promocional deve começar a valer a partir da próxima segunda-feira (23). Os lojistas se comprometeram a praticar no varejo o valor que os produtores cobrarem no atacado pelo álcool em gel.

Doria também afirmou que o acordo foi facilitado por uma decisão do Ministério da Saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu alteração nos protocolos de produção do álcool em gel para aumentá-la na escala exigida pela pandemia.

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