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Inadimplentes crescem no país


O total de inadimplentes no Brasil cresceu em novembro de 2019. Em comparação com o ano anterior, o número de pessoas com contas em atraso saltou de 62,6 milhões para 63,8 milhões - um aumento de quase 2%.

O número de inadimplentes pode ter aumentado, mas o volume de contas atrasadas diminuiu . Dados atualizados do Serasa Experien apontam para uma queda de 3,3% do volume de dívidas atrasadas e negativadas entre novembro de 2018 e novembro de 2019. 

As dívidas negativadas podem geram a inclusão do nome da pessoa inadimplente em listas mantidas por instituições de proteções de crédito, como Serviço de Proteção ao Crédito ( SPC ) e Serasa, o que impede a obtenção de empréstimos e financiamentos.

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De acordo com o Serasa , em novembro de 2018, cada pessoa inadimplente deixou de honrar, em média, o pagamento de 3,7 contas. A proporção foi reduzida para 3,5 contas em 2019.

Onde se deve mais?

Dos sete estados da Região Norte, três apresentam índices elevados de inadimplência. No Amazonas, mais da metade da população, 55,7%, não conseguiu deixar as contas em dia , em novembro de 2019. A condição de inadimplente também englobava metade dos habitantes de Roraima e 49,4% dos residentes do Amapá.

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Do outro lado, os estados que ostentavam os três melhores índices eram Piauí (33,2%), Rio Grande do Sul (34,7%) e Santa Catarina (34,8%).

Conta de telefone quitada

De acordo com o Serasa Experian, a quitação de contas de serviços de telecomunicação , como de internet e telefone , foi o que mais colaborou para o resultado apurado. Esse setor fechou novembro de 2019 com uma redução de 2,4 pontos percentuais na taxa de inadimplência.

Já as dívidas com bancos e cartões , que permaneciam em aberto, eram a maioria, representando 28,1% do total, com variação positiva de 0,6 ponto percentual, ante novembro de 2018.

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No setor de serviços, constatou-se a mais alta variação, de 0,8 ponto percentual. Nesse caso, as contas atrasadas respondiam por 9,4% do total registrado em novembro de 2019.

O economista do Serasa Experian Luiz Rabi disse que os números sinalizam que as pessoas inadimplentes começaram a organizar seus débitos, aproveitando, principalmente, as últimas ações de feirão de renegociação. Para ele, mais pessoas deixarão essa condição, gradualmente, nos próximos meses.

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