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Tirar dúvidas pode te ajudar a ganhar pontos com o recrutador, mas é preciso saber quais tipos de questionamento fazer para o efeito não ser oposto

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Em uma entrevista, é importante pensar se a pergunta é relacionada a carreira do candidato e a empresa antes de fazê-la

Depois de falar sobre você durante longos 30 minutos, o recrutador sinaliza que a entrevista está chegando ao fim: “Tem alguma pergunta?”

Essa, normalmente, é a deixa para que o candidato se mostre interessado na empresa e conquiste pontos a mais no processo seletivo , certo? Nem sempre. “Dependendo do questionamento que a pessoa fizer, é melhor se manter quieta”, aconselha Roberta Valezio, talent experience manager da Wavy.

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Na ânsia de causar uma boa impressão diante do empregador, muitas pessoas que estão procurando emprego acabam pecando na hora de fazer perguntas em entrevistas e o que poderia ser um diferencial positivo, pode se tornar um motivo para eliminação.

Especialistas na área de recursos humanos contam que já ouviram desde questionamentos sobre como conseguiram chegar naquele cargo até se o pessoal da empresa costumava fazer happy hour. 

“As pessoas se sentem obrigadas a fazer perguntas na entrevista porque sabem que um profissional curioso é interessante para as empresas. Mas se o candidato não tem nenhuma questão que faça sentido, melhor não fazer . Pense se sua dúvida faz sentido, se o que está dizendo se conecta com o que a empresa oferece e sua vida profissional”, afirma Valezio.

Na dúvida se deve ou não fazer a pergunta, a dica é refletir se o que será dito pode criar algum tipo de desconforto ao recrutador na hora de respondê-la.

“Evite dizer algo que vai haver duplo sentido, demonstrar que a pessoa está lá muito mais pelo salário e benefícios do que para expandir seu desenvolvimento pessoal e profissional, por exemplo”, ensina Adriana Ferreira, customer success team leader  da Revelo.

Para não errar, confira abaixo quais são as perguntas que não devem ser feitas em uma entrevista de emprego .

“A empresa atua em que área?”

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Pesquise antes sobre a empresa para não parecer que você foi despreparado para a entrevista

Estar bem preparado para a entrevista não significa ter a resposta para todas as perguntas na ponta da língua. Mas algumas informações básicas precisam estar claras para o candidato - principalmente no que diz respeito à empresa.

“É muito importante que a pessoa faça a lição de casa e venha para a entrevista sabendo do que se trata a empresa. Muitas deixam informações nas redes sociais ou site. Basta uma pesquisa rápida e já é possível encontrar o suficiente”, recomenda Valezio.

Dessa forma, é fácil evitar questionamentos que demonstrem despreparo como “Qual o segmento de atuação?” ou “Quais são os principais clientes que a empresa atende?”

“Se realmente quer saber um dado que não conseguiu descobrir , na hora de formular a pergunta, traga a informação que coletou e complemente com o questionamento: ‘Vi que vocês cresceram, mas queria entender melhor sobre tal segmento…’”, ensina.

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“Mas e você?”

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Lembre-se que o entrevistador não é você. Melhor não fazer perguntas sobre a vida profissional e pessoal do recrutador

Outro erro comum nas entrevistas é quando o candidato começa a “devolver” as perguntas ao entrevistador. “Cuidado para não inverter os papéis”, aconselha Ferreira. 

Lembrar que, por mais informal que a conversa possa parecer, o diálogo está sendo construído para que o comportamento do entrevistado seja avaliado.

Por isso, além de não haver necessidade de terminar a resposta com um “e você?”, qualquer questão que seja sobre a carreira do recrutador ou vida pessoal, devem ser esquecidas. 

“No lugar de perguntar se o recrutador já foi promovido ou se ele demorou a crescer na empresa, questione sobre o time, como é a rotatividade nos cargos e se a vaga que está disputando é uma reposição ou se possibilita crescimento dentro da empresa ”, sugere a customer success manager team leader da Revelo.

“Vou ter que trabalhar aos feriados?”

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Perguntar sobre feriados ou folgas faz com que o entrevistador pense que esses assuntos são mais importantes do que o próprio trabalho para você

Nada mais desestimulante para um recrutador do que um candidato que não parece realmente interessado em ocupar o cargo.

Perguntar sobre trabalhos aos feriados, benefícios ou folgas pode passar uma impressão de que essas informações são mais importantes do que o cargo e o trabalho que será desempenhado pelo profissional.

A orientação aqui é deixar para fazer esse questionamento, se a resposta for realmente necessária, como no caso de quem já tem uma viagem marcada para determinado feriado e quer saber se poderá manter os planos ou não, caso seja escolhido para a vaga. 

“Se não tiver jeito, deixe para questionar o entrevistador em um segundo contato . Assim, já deu tempo de ele avaliar a importância do candidato para a equipe e poderá julgar a dúvida tendo esse ponto como referência”, afirma Ferreira.

“Qual é o salário?”

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É normal querer saber o salário, caso a informação não tenha sido divulgada, mas o ideal é esperar o recrutador falar sobre isso primeiro

A “pergunta que não quer calar” deve ou não ser feita? Os recrutadores dizem que depende .

Muitas empresas decidem por não informar o salário ao anunciarem a vaga, mas esse é um ponto crucial para que o profissional também possa avaliar se a oportunidade de emprego vale ou não a pena para ele, então nesses casos, é válido questionar.

“Tudo bem perguntar o salário, quais os benefícios, tempo de jornada de trabalho, expectativa de projeção da carreira… tudo isso é pertinente ao candidato. Mas é importante observar como a pergunta está sendo recebida pelo entrevistador, já que é normal que este demonstre desconforto, caso sua indagação seja mal vista”, pontua Valezio.

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Mas Ferreira conta que, em algumas situações, o valor do salário pode ser construído ao longo do processo seletivo. “Às vezes há uma margem de construção para ir de acordo com a senioridade do candidato”, explica. Por isso, ela prefere indicar que o candidato espere o recrutador tocar no assunto.