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Após críticas, órgão disse, em comunicado interno, que porcentagem de contingenciamento dos recursos foi alterada; 22% ainda estão bloqueados

Suzana Cordeiro%2C presidente do IBGE
Divulgação/Agência IBGE Notícias
Suzana Cordeiro, presidente do IBGE, havia negado a existência de cortes no Censo 2020


A diretoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) voltou atrás na decisão de cortar 87% dos recursos destinados ao Censo 2020. De acordo com informações do colunista do Globo , Bernardo Mello Franco, a cúpula do órgão divulgou um comunicado interno nesta segunda-feira (13) revogando a decisão.

Segundo Franco, os dirigentes reduziram o bloqueio para 22% do orçamento do Censo 2020 . "O contingenciamento dos recursos para o Censo em 2019, inicialmente de 87%, foi alterado e o montante ainda bloqueado é de 22%", dizia o comunicado.

Na semana passada, após a revelação de que o IBGE  havia contingenciado 87% dos recursos destinados à pesquisa, a presidente do Instituto negou a informação e disse tratar-se de "fake news".

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"Contingenciamento não é corte. Houve esse anúncio, sim, mas eu tenho uma sinalização do ministério de que esse corte não procede para o IBGE no Censo. O IBGE vai ter o contingenciamento de 22%, mas o censo , em si, não vai ter. Essa informação não procede”, disse a presidente doe entrevista à Agência Brasil .

“A medida é algo que acontece quando o governo libera os recursos aos poucos. O contingenciamento mais forte [feito pela área econômica] no início [do ano] é praxe do governo e é o que está acontecendo agora. Na questão do Censo, tenho forte sinalização do Ministério da Economia de que ele vai ser poupado, então a operação segue o cronograma”, assegurou.

Guedes critica Censo

Ministro da Economia, Paulo Guedes
Valter Campanato/Agência Brasil - 16.4.19
Para o ministro da Economia, Censo brasileiro tem muitas perguntas


O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia comentado a possibilidade de que o orçamento do Censo 2020 fosse reduzido. Segundo ele, "muita coisa não é importante" no questionário".

Ele criticou o tamanho da pesquisa realizada no Brasil, citando os censos de países desenvolvidos, onde o questionário tem "10, 12 perguntas". 

"O Brasil é um país pobre e faz 360 perguntas. Custa muito caro e tem muita coisa do nosso ponto de vista [do governo federal] que não é tão importante", defendeu, demostrando desconhecimento sobre o real tamanho do  Censo brasileiro, que tem em torno de 150 questões.