Brasil Econômico

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Alan Santos/PR
Paulo Guedes se reuniu com o ministro argentino Nicolás Dujovne para discutir questões bilaterais e acordo com a UE

Os ministros da Economia de Brasil, Paulo Guedes, e da Argentina, Nicolás Dujovne, se reuniram hoje (26) no Rio de Janeiro para fechar questões bilaterais e, assim, abrir caminho para o fechamento de um acordo do Mercosul com a União Europeia. Depois da reunião, Guedes disse esperar que os dois blocos econômicos possam chegar a um acordo até o final deste ano.

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“Temos uma agenda comum de negociações bilaterais. Esperamos que nos próximos 30 dias nós cheguemos a um acordo nessas questões bilaterais. Isso facilita muito nossas negociações conjuntas com a União Europeia ”, disse Guedes. “Isso vai nos permitir fechar um acordo com os europeus que estamos atrasados há décadas”.

Entre as questões negociadas dentro do Mercosul, estão a ampliação da cobertura e redução de valor da tarifa externa comum (TEC). “A tarifa não pode ser um muro protecionista para isolar o Mercosul da economia mundial. Precisa ser um veículo de integração”, defendeu o secretário de Comércio Exterior brasileiro, Marcos Troyjo.

Além do entendimento em questões comerciais, os dois países também buscam parcerias na área de infraestrutura. O ministro brasileiro disse ainda que o Brasil está disposto a apoiar todos os esforços argentinos para estabilizar a economia do país vizinho. “O ministro Nicolás e o presidente Macri [da Argentina ] têm todo o nosso apoio”, disse Guedes.

Privatização da Petrobras

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Fernando Frazão/Agência Brasil
Antes da reunião com o ministro argentino, Guedes disse que o governo não pensa em privatizar a Petrobras agora

Antes da reunião com Dujovne, Paulo Guedes disse que o governo não pensa em privatizar a Petrobras. “Não tem privatização agora. Não foi isso o que o presidente falou. Ele falou que pela primeira vez está considerando”, explicou.

Segundo o ministro, o governo quer quebrar o que ele chama de monopólio duplo , no refino, na produção de gás e nas distribuidoras estatais. “A Petrobras é uma grande empresa brasileira. Ela foi ocupada por gente que distorceu as suas funções naturais. O que nós vamos fazer é devolver a Petrobras a sua atividade cor, que é justamente a exploração do petróleo”, disse.

O ministro ainda acrescentou que vem conversando com governadores para o que chama de choque de energia barata. Este choque tem um prazo máximo de 60 dias para ser implementado, através de medidas normativas. O ministro revelou que os governadores de Rio de Janeiro e Espírito Santo já aderiram à ideia e que, no momento, mantém conversas com os governadores de Minas Gerais e São Paulo.

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“A ideia de você levar o gás para as famílias brasileiras pela metade do preço e você reindustrializar o gás em cima da energia barata é algo extremamente atraente para todos nós”, declarou.

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