Argentina anunciou congelamento de preços e teto ao peso neste ano para conter a inflação
Antonio Cruz/Agência Brasil
Argentina anunciou congelamento de preços e teto ao peso neste ano para conter a inflação

O governo da Argentina anunciou uma série de medidas com o objetivo de conter a alta da inflação e reativar o consumo no país, em meio à crise que dificulta a reeleição do presidente Mauricio Macri, que afirmou que vai buscar a permanência no cargo nas eleições de outubro deste ano, possivelmente tendo que enfrentar sua antecessora, a ex-presidente Cristina Kirchner. Os anúncios ocorreram nesta quarta-feira (17).

Leia também: Governo anuncia R$ 2 bilhões em obras para atender caminhoneiros e evitar greve

Segundo o Banco Central argentino, a inflação do mês de março foi de 4,7%, atingindo 54,7% no período de 12 meses e 11,8% no primeiro semestre deste ano. O preço dos alimentos subiu ainda mais (6%) do que a inflação no terceiro mês de 2019. A crise acompanha a Argentina há anos e se agrava, o que ligou o alerta do governo.


Você viu?

“As medidas principais que estamos lançando são fruto de um acordo com empresas líderes para manter por ao menos seis meses os preços de 60 produtos essenciais e o não aumento de tarifas de serviços públicos para este ano”, informou o governo oficialmente.

As medidas foram anunciadas semanas depois de ter sido registrado o agravamento da situação inflacionária, do câmbio e dos índices que registram a pobreza no País. Na última terça-feira já havia sido anunciada mudança na política monetária.

Leia também: Inflação da Venezuela deve chegar a 10.000.000% em 2019, estima FMI

Segundo a nova definição, a zona de não-intervenção para o câmbio estará entre 39,75 e 51,45 pesos por dólar até o fim deste ano, ou seja, haverá um teto para a alta da moeda norte-americana. Anteriormente, o BC argentino atualizava o câmbio diariamente, sem nenhuma limitação.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários