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Liberal, presidente do país vizinho anunciou pacote de medidas para retomar o consumo após inflação anual chegar a 54,7%; ideia inclui teto para o peso

Mauricio Macri, presidente da Argentina
Antonio Cruz/Agência Brasil
Argentina anunciou congelamento de preços e teto ao peso neste ano para conter a inflação

O governo da Argentina anunciou uma série de medidas com o objetivo de conter a alta da inflação e reativar o consumo no país, em meio à crise que dificulta a reeleição do presidente Mauricio Macri, que afirmou que vai buscar a permanência no cargo nas eleições de outubro deste ano, possivelmente tendo que enfrentar sua antecessora, a ex-presidente Cristina Kirchner. Os anúncios ocorreram nesta quarta-feira (17).

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Segundo o Banco Central argentino, a inflação do mês de março foi de 4,7%, atingindo 54,7% no período de 12 meses e 11,8% no primeiro semestre deste ano. O preço dos alimentos subiu ainda mais (6%) do que a inflação no terceiro mês de 2019. A crise acompanha a Argentina há anos e se agrava, o que ligou o alerta do governo.


“As medidas principais que estamos lançando são fruto de um acordo com empresas líderes para manter por ao menos seis meses os preços de 60 produtos essenciais e o não aumento de tarifas de serviços públicos para este ano”, informou o governo oficialmente.

As medidas foram anunciadas semanas depois de ter sido registrado o agravamento da situação inflacionária, do câmbio e dos índices que registram a pobreza no País. Na última terça-feira já havia sido anunciada mudança na política monetária.

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Segundo a nova definição, a zona de não-intervenção para o câmbio estará entre 39,75 e 51,45 pesos por dólar até o fim deste ano, ou seja, haverá um teto para a alta da moeda norte-americana. Anteriormente, o BC argentino atualizava o câmbio diariamente, sem nenhuma limitação.

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