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Segundo o ministro da Economia, a carteira verde e amarela, que preza o contrato individual, e não as regras CLT, deve gerar milhões de empregos

Ministro da Economia, Paulo Guedes
José Cruz/Agência Brasil
De acordo com Paulo Guedes, a proposta de carteira de trabalho verde e amarela não ajudará "vagabundos"


O ministro da Economia, Paulo Guedes,  falou nesta terça-feira (9) sobre a criação da carteira de trabalho verde e amarela que, segundo ele, vai gerar diversos postos de trabalho pelo Brasil.

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Ao rebater críticas sobre a carteira, que prioriza um contrato individual entre empregadores e funcionários, e não as regras CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), Guedes disse que trabalhadores, e não "vagabundos", serão beneficiados com a proposta.

"Sempre seremos uma nação generosa, sempre ajudaremos quem ficou para atrás", afirmou o ministro. "Mas não ajudaremos os vagabundos, não podemos premiar corrupção e vagabundagem", completou.

Guedes ainda disse que o Brasil está "condenando o jovem ao caminho errado" ao criticar a medida, e questionou: "Desde quando faz mal trabalhar?". De acordo com o ministro, o melhor programa social para um país é o emprego , que gera autoestima para a população.

Entenda a carteira verde e amarela

Homem segurando carteira de trabalho
shutterstock
Ao contrário da CLT, carteira de trabalho verde e amarela proposta por Guedes vai priorizar contrato individual


A carteira verde e amarela , segundo Guedes, vai priorizar o contrato individual entre funcionário e empregador, e não as regras da CLT. O ministro afirma que ela será destinada, principalmente, aos jovens, que poderão escolher o modelo de carteira de trabalho que preferirem.

“O jovem poderá escolher. Na porta da esquerda, há a Carta del Lavoro [leis trabalhistas italianas durante o governo de Benito Mussolini], Justiça do Trabalho, sindicatos, mas quase não tem emprego. É o sistema atual. Na porta da direita, não tem nada disso”, afirmou o ministro, em explicação sobre a proposta dada à imprensa em fevereiro .

"As pessoas vão ver dois sistemas funcionando. Um com muitos direitos e poucos empregos. E outro com menos direitos e muitos empregos", completou. Ele defende que os jovens brasileiros possam comparar os dois modelos. Na prática, as leis trabalhistas não irão acabar, mas poderão perder força, sobretudo aos mais jovens que optarem pelo novo modelo, que, em contrapartida, pode garantir maior flexibilidade.

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Guedes afirmou, ainda, também nesta terça-feira (9), que a nova carteira vai permitir a criação de milhões de empregos no Brasil. "Quando lançarmos o novo sistema com encargos baixos, a antiga Previdência vai começar a desonerar a folha e também vai gerar mais empregos", disse.