Tamanho do texto

O governador de São Paulo falou contra "ativistas, vigaristas e comunistas"; para ele, reforma vai reduzir desigualdades e ampliar crescimento do País

João Doria fala no microfone
Flickr/Governo do Estado de São Paulo
João Doria discursou a favor da reforma da Previdência nesta sexta-feira (5), em Campos do Jordão


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a defender a reforma da Previdência nesta sexta-feira (5). Na abertura do Fórum Empresarial Lide, em Campos do Jordão, ele disse que "brasileiros de bem" concordam com a mudança no sistemas de aposentadorias.

"Ativistas, vigaristas e comunistas, saibam de viva voz, aqui de Campos do Jordão, que a maioria dos brasileiros, os brasileiros de bem, querem o Brasil crescendo", declarou o governador, que já havia se declarado favorável à reforma da Previdência outras vezes .

De acordo com Doria , a nova Previdência  vai estimular o crescimento do País e contribuir para a redução das desigualdades e, por isso, é apoiada pela sociedade. Ele disse que poucos são aqueles que são contrários a essas mudanças.

Na quinta-feira (4), o governador pediu para que os integrantes do mercado financeiro reagissem bem ao projeto. "Ontem, o mercado reagiu negativamente à reforma na CCJ", disse Doria . "Reaja a favor, mercado!", continuou.

Além do pedido ao mercado financeiro, o governador utilizou seu discurso para incentivar empresários e banqueiros a apostarem na nova Previdência. "Depois de ontem quando Guedes foi à Câmara dos Deputados, o papel de todos vocês banqueiros, analistas, empresários é outro. (...) Não basta dizer que apoia a reforma. Tem de agir em prol da reforma. Não emudeçam", declarou.

Presidente do Bradesco também falou sobre Previdência

Já o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, que também participou do evento, afirmou que há uma preocupação com a tramitação da reforma, mas que a expectativa é que as mudanças nas regras de aposentadoria sejam aprovadas e pouco desidratadas, ou seja, o projeto não deve perder muito da estimada, de R$ 1,1 trilhão em dez anos .

"Estamos todos preocupados, em diferentes setores, com a reforma da Previdência. Mas também muito esperançosos de que saia e não muito desidratada. Isso é muito importante fazer os ajustes fiscais e, em seu bojo, outras reformas", afirmou.

Para Lazari, a aprovação da Previdência deve atrasar um pouco, já que dificilmente será votada até junho. No entanto, ele acredita que até agosto será possível ver um avanço mais consistente. Segundo ele, essa sinalização deve acelerar a retomada da economia.