Tamanho do texto

Governadores dos 26 estados e do DF estão reunidos com o ministro da Economia para discutir reforma; ontem, Guedes esteve com os prefeitos

Para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a aprovação da nova Previdência deve gerar mais empregos, renda e melhores condições de vida no País
Valter Campanato/Agência Brasil
Para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a aprovação da nova Previdência deve gerar mais empregos, renda e melhores condições de vida no País


O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), se posicionou a favor da reforma da Previdência na manhã desta terça-feira (26). Durante uma reunião no Palácio do Buriti, em Brasília, ele afirmou que, sem a mudança, o Brasil ficará estagnado. 

Leia também: Congresso sabe da importância da reforma da Previdência, garante Guedes

 "Essa reunião de hoje é essencial para a reforma da Previdência . O Estado de São Paulo já manifestou a sua posição e é favorável", disse, prometendo ampliar as conversas positivas sobre o projeto no Congresso Nacional.

Doria ressaltou, ainda, a urgência da aprovação da nova Previdência em um período curto de tempo. "O Brasil não crescerá e não gerará empregos se não aprovarmos a reforma nos próximos meses", explicou. Para ele, as mudanças são fundamentais “para abrir as comportas para investimentos que podem gerar mais empregos, renda e melhores condições de vida para o País”.





As declarações foram dadas durante uma reunião que acontece na manhã de hoje (26) entre os que reúne os governadores dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O intuito do encontro é obter apoio para a reforma e, assim, e conseguir maior convencimento das bases no Congresso.

Outros tópicos, como Pacto Federativo e securitização também estão sendo discutidos


Há duas semanas, governadores de sete estados das regiões Sul e Sudeste anunciaram um pacto de apoio "incondicional" à proposta de reforma. Na data, participaram da firmação do acordo os governadores  de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de São Paulo, João Doria (PSDB); do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); e de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL). O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), também demonstrou apoio à Previdência, porém não foi à Cidade Administrativa, na capital mineira.

O pacto entre eles foi uma resposta aos chefes de Estado nordestinos, que criticaram o projeto em uma reunião que contou com oito dos nove governadores do Nordeste . Entre eles, as maiores críticas ao novo texto se referem à idade mínima proposta, de 62 anos para mulheres e 65 para homens, e ao aumento no tempo de contribuição, de 35 para 40 anos.

Guedes já discutiu Previdência com prefeitos do País

Em reunião com Paulo Guedes, prefeitos pediram que a reforma da Previdência passe a valer para os municípios assim que aprovada
Reprodução/Ministério da Economia
Em reunião com Paulo Guedes, prefeitos pediram que a reforma da Previdência passe a valer para os municípios assim que aprovada


Na segunda-feira (25), Guedes se encontrou com os prefeitos na  75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, que aconteceu em Brasília, para discutir a pauta da Previdência. Os prefeitos pediram que, caso a reforma seja aprovada, o novo texto passe a valer imediatamente para as cidades e que as compensações do governo federal cheguem rapidamente às prefeituras.

Em outro momento, os administradores dos municípios pediram por um reigme próprio para empréstimos consignados e pelo fim da cobrança do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) do regime da Previdência.






Leia também: Bolsonaro e Maia protagonizam discussão sobre Previdência; veja falas e réplicas

Ainda nesta terça-feira (26), Guedes vai conversar sobre a proposta de nova Previdência com os deputados da omissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Eles devem ser os primeiros a aprovar o texto no Congresso Nacional.

*Com informações da Agência Brasil