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Pesquisa mostra que empresa e Bettina ganharam notoriedade, mesmo que a ação tenha sido enquadrada como propaganda enganosa e multada; confira

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Divulgação
Seis a cada dez acreditaram em propaganda de Bettina, mostra pesquisa

Mesmo após ser  multada em R$ 40 mil pela Fundação Procon-SP – valor que poderia ser de até R$ 9 milhões, de acordo com a lei – seis a cada dez pessoas acreditam no enriquecimento prometido pela propaganda de Bettina Rudolph, funcionária da Empiricus Research, que conta sua história e diz que todos podem obter os mesmos resultados investindo. A pesquisa foi feita pela Toluna, empresa fornecedora de insights do consumidor, com participação do professor Benjamin Rosenthal, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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A apuração buscou entender o impacto da propaganda de Bettina nos espectadores e a credibilidade da mensagem apresentada pela milionária. O resultado aponta que 40% dos entrevistados acreditaram em parte ou completamente, contra 44% que não acreditaram nas informações. No entanto, 61% responderam que tiveram algum nível de interesse pela Empiricus, e 67% confirmaram que o anúncio despertou um certo interesse em investir.

Por mais polêmica que tenha sido, a propaganda deu visibilidade à empresa. Segundo a pesquisa, 46% disseram que só conheciam a Empiricus por nome, 34% afirmaram que sabiam o que a empresa faz, mas não são clientes, 14% nunca ouviram falar e 5% responderam que além de conhecer são clientes da Empiricus. Segundo a própria Bettina, o número de inscritos cresceu após a peça ter viralizado.

A maioria, 60%, achou o argumento do comercial exagerado, e 41% consideraram como “mal intencionado” o anúncio. 63% classificaram o comercial como “vendedor” e por fim, 31% disseram considerar esse comercial engraçado. Quando perguntados sobre como assistiram o vídeo pela primeira vez, 60% disseram ter visto primeiro no YouTube, 30% viram nas redes sociais, 5% souberam pelos jornais e portais de notícias e 4% ficaram sabendo por outro meio.

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Após a repercussão, apesar de a Empiricus e Bettina terem ganhado mais notoriedade, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu  representação contra a empresa, que ainda acabou multada pelo Procon por propaganda enganosa.