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Preço da gasolina nas refinarias é o maior registrado desde novembro do ano passado; alta de 0,90% definida pela Petrobras vale a partir desta quarta

Petrobras reajustou preço da gasolina nas refinarias em 0,90%; última alta aconteceu no dia anterior
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Petrobras reajustou preço da gasolina nas refinarias em 0,90%; última alta aconteceu no dia anterior


A Petrobras comunicou que vai reajustar o preço da gasolina nas refinarias para cima a partir desta quarta-feira (13). Com a decisão, o litro do combustível passará dos atuais R$ 1,7542 para R$ 1,770, um aumento de0,90%.  Essa é a segunda vez consecutiva que o valor cobrado às distribuidoras sobe.

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Esse é o preço da gasolina mais alto registrado desde 2 de novembro do ano passado, quando o combustivel estava sendo vendido a R$ 1,8466. Na segunda-feira (11), o valor já havia sofrido aumento de 1,47%. Com a alta anunciada nesta terça-feira (12), o combustível acumula avanço de 17,3% no ano.

A estatal adota essa política de reajustes desde julho de 2017 e, de acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar.

Apesar do aumento no valor da gasolina, a Petrobras informou que não vai elevar o preço do diesel. No fim do ano passado, a estatal anunciou um mecanismo financeiro de proteção à política de preços do diesel , semelhante ao já utilizado na gasolina, que permite à empresa manter o valor nas refinarias estável por um período de até sete dias em momentos de alta volatilidade.

Entenda o preço da gasolina

Do preço da gasolina, 29% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 48% aos impostos incidentes
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Do preço da gasolina, 29% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 48% aos impostos incidentes


De acordo com cálculos feitos pela própria Petrobras, os valores praticados nas refinarias  equivalem a 29% do preço pago pelos consumidores nos postos . Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 17 e 23 de fevereiro em 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

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Outros 48% são formados basicamente por tributos. Destes, 31% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e 17% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

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Do restante do  preço da gasolina , 13% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 10%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. Em maio de 2018, essa fatia era de 12%, o que sugere um aumento de três pontos percentuais na margem de lucro desses agentes desde então.