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Índice acumula taxa de 0,89% ano ano e 7,60% nos últimos 12 meses; em janeiro, indicador ficou estável, registrando um leve aumento de 0,01%

Em fevereiro, Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem maior peso na composição do IGP-M, subiu 1,22%
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Em fevereiro, Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem maior peso na composição do IGP-M, subiu 1,22%


Utilizado para reajustar valores de contratos imobiliários, como aluguéis, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou inflação em fevereiro, sofrendo um aumento de 0,88%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Com o resultado, o   IGP-M acumula alta de 7,60% nos últimos 12 meses e de 0,89% no ano, considerando o leve aumento registrado em janeiro, quando o indicador subiu 0,01% . No mesmo período do ano passado (fevereiro de 2018), a título de comparação, o índice havia subido 0,07% e acumulava queda de 0,42% em 12 meses.

De acordo com o Ibre/FGV, os dois dos três indicadores que compõem o IGP-M registraram baixa em fevereiro. Apesar disso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem o maior peso na composição do IGP-M (60%),  subiu bastante: saiu de uma queda de 0,26% em janeiro para aumentar 1,22% neste mês.

Leia também: Mercado reduz projeção de inflação para 3,85% no final de 2019

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, que tem peso de 30% na composição do IGP-M, encerrou janeiro em alta de 0,58%, mas caiu 0,32 ponto percentual (p.p) em fevereiro, registrando inflação de 0,26%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), menos influente no índice geral, passou de 0,40% no mês passado para 0,19% neste mês.

Entenda o IGP-M

Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o câmbio
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Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o câmbio


Além de ser utilizado como indexador de algumas tarifas, como a de energia elétrica, o IGP-M também serve de referência para proprietários reajustarem o valor cobrado pelo  aluguel  de seus imóveis.

No ano passado, o indicador  terminou os 12 meses com alta acumulada de 7,54% , índice acima da inflação oficial do País medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou 2018 em 3,75%. Apesar disso, o mercado imobiliário ainda está desaquecido – o que proporciona aos inquilinos um espaço maior para negociações.

Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, que compõe 90% do índice, o  IGP-M  também pode oscilar de acordo com o dólar, bem como a partir das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e os metais.