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Mesmo com a deflação, índice que mede os preços gerais do mercado fechou 2018 com alta acumulada de 7,54%; em novembro, recuo foi de 0,49%

O maior responsável pelo resultado negativo de dezembro foi o IPA, que tem peso de 60% na composição do IGP-M
Thinkstock/Getty Images
O maior responsável pelo resultado negativo de dezembro foi o IPA, que tem peso de 60% na composição do IGP-M

Em dezembro, pelo segundo mês consecutivo, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu, registrando deflação (inflação negativa) de 1,08%. Em novembro, o recuo foi de 0,49%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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Mesmo com o recuo registrado em dezembro, o  IGP-M  acumula alta de 7,54% em 2018. No mesmo mês do ano passado, a título de comparação, o IGP-M havia subido 0,76% e acumulava queda de 0,53% nos últimos 12 meses.

De acordo com o Ibre/FGV, o maior responsável pelo resultado de novembro foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O  IPA  tem peso de 60% na composição do IGP-M e saiu de uma queda de 0,81% em novembro para uma deflação de 1,67% neste mês – uma desaceleração de preços de quase um ponto percentual.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, que tem peso de 30% na composição do IGP-M, encerrou dezembro com variação de 0,04%. O resultado é 0,05 ponto percentual menor do que o registrado em novembro (0,09%). Em 2018, o índice acumulou alta de 4,12%.

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Entre todas as classes de despesa que compõem o IGP-M, se destacou o grupo Transportes, que saiu de -0,10% para -0,90% em dezembro. O segundo recuo consecutivo foi influenciado principalmente pelo comportamento dos preços da gasolina , que também baixaram no período.

Entenda o IGP-M

Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o câmbio
Reprodução
Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o câmbio

Além de ser utilizado como indexador de algumas tarifas, como a de energia elétrica, o IGP-M também serve de referência para proprietários reajustarem o valor cobrado pelo aluguel de seus imóveis.

Apesar de o índice ter subido acima da inflação oficial do País medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que deve fechar o ano abaixo de 4%, o mercado imobiliário ainda está desaquecido – o que proporciona aos inquilinos um espaço maior para negociações.

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Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, que compõe 90% do índice, o  IGP-M  também pode oscilar de acordo com o dólar, bem como a partir das cotações internacionais de produtos primários, como as  commodities  e os metais.