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Índice registrou leve aumento de 0,01% no período e acumula alta de 6,74% nos últimos 12 meses; em dezembro, indicador registrou queda de 1,08%

Os três indicadores que compõem o IGP-M registraram alta em janeiro, o que explica sua variação positiva no período
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Os três indicadores que compõem o IGP-M registraram alta em janeiro, o que explica sua variação positiva no período

Quebrando uma sequência de dois meses seguidos de queda, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou estável em janeiro, registrando ligeiro aumento de 0,01%. Em dezembro, o recuo foi de 1,08%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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Com o resultado de janeiro, o  IGP-M  acumula alta de 6,74% nos últimos 12 meses. No mesmo período do ano passado, a título de comparação, o índice havia subido 0,89% e acumulava queda de 0,41% nos 12 meses anteriores.

De acordo com o Ibre/FGV, os três indicadores que compõem o IGP-M registraram alta em janeiro, o que explica sua variação positiva. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), por exemplo, que tem peso de 60% na composição do IGP-M, saiu de uma queda de 1,67% em dezembro para uma deflação (inflação negativa) de 0,26% neste mês.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, que tem peso de 30% na composição do IGP-M, encerrou janeiro em alta de 0,58%, mais de meio ponto percentual acima do registrado em dezembro (0,04%). Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), menos influente no índice geral, passou de 0,13% no mês passado para 0,40% neste mês.

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Entre todas as classes de despesa que compõem o IGP-M, se destacou o grupo Habitação , que saiu de -0,21% em dezembro para 0,41% em janeiro – uma variação positiva de 0,62 ponto percentual.

Entenda o IGP-M

Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o câmbio
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Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o câmbio

Além de ser utilizado como indexador de algumas tarifas, como a de energia elétrica, o IGP-M também serve de referência para proprietários reajustarem o valor cobrado pelo aluguel de seus imóveis.

Apesar de o índice ter subido acima da inflação oficial do País medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou 2018 em 3,75%, o mercado imobiliário ainda está desaquecido – o que proporciona aos inquilinos um espaço maior para negociações.

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Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, que compõe 90% do índice, o  IGP-M  também pode oscilar de acordo com o dólar, bem como a partir das cotações internacionais de produtos primários, como as  commodities  e os metais.

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