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Segundo o vice-presidente, governo deve ter pelo menos 250 votos garantidos no momento; Bolsonaro vai levar projeto ao Congresso amanhã

O vice-presidente acredita que governo precisa conquistar entre 60 e 70 votos para conseguir a aprovação da reforma da Previdência
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O vice-presidente acredita que governo precisa conquistar entre 60 e 70 votos para conseguir a aprovação da reforma da Previdência


O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nessa terça-feira (19) que faltam "de 60 a 70 votos" de parlamentares para que o governo consiga que a reforma da Previdência seja aprovada. De acordo com ele, a proposta já reúne cerca de 250 votos positivos.

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A gente sabe que a oposição tem em torno de 150 votos [contra a reforma da Previdência ]. Então sobram 363 para serem garimpados. Acredito que temos 250. Então entre 60, 70 votos terão que ser buscados", calculou Mourão.

A expectativa é que a proposta de reforma seja enviada ao Congresso Nacional já nessa quarta-feira (20). Segundo o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, o texto será levado pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro .

Depois de enviado ao Congresso, o projeto será analisado pela Câmara dos Deuputados em precisará sem aprovado em dois turnos, com pelo menos 308 votos em cada um deles. Se aprovada, a r eforma da Previdência parte para o Senado Federal, precisando obter 49 votos favoráveis também em duas votações diferentes.

Reforma da Previdência: o que se sabe até agora

Rogério Marinho, secretário de Previdência, anunciou as idades mínimas para a aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Rogério Marinho, secretário de Previdência, anunciou as idades mínimas para a aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres




Na última quinta-feira (14),  Marinho anunciou as i dades mínimas para a  aposentadoria  decididas pela equipe econômica do governo e pelo presidente. De acordo com ele, o texto prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Elas devem ser alcançadas dentro de 12 anos, período de transição escolhido por eles.

Marinho destacou ainda que os valores decididos para a reforma foram um meio termo encontrado, já que Bolsonaro defendia a diferenciação das idades mínimas, ao contrário de sua equipe. O presidente queria 60 anos para mulheres e 65 para homens, enquanto sua equipe propunha 65 para ambos. Bolsonaro também desejava, um período de transição mais longo do que o decidido (de 20 anos, e não 12).

"Nós conversamos com ele, e o presidente tem sensibilidade. Entendeu também as condições da economia. E fez a distinção do gênero. Ele acha importante que a mulher se aposente com menos tempo de contribuição e trabalho do que o homem e nós conseguimos encurtar um pouco essa questão da transição", declarou o secretário.

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Também segundo Marinho, Bolsonaro pediu que, no momento, sejam divulgadas apenas "algumas" informações sobre a nova Previdência  . Outras informações virão a público apenas no dia 20 de fevereiro, quando a proposta for enviada para aprovação do Congresso Nacional.