Brasil Econômico

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Reprodução Vale
Pate do porto Tubarão, no Espírito Santo, precisou ser interditado por despejos de rejeitos da mineradora Vale


A mineradora Vale foi multada em R$ 35 milhões na noite desta quinta-feira (7), a pedido da prefeitura de Vitória, no estado do Espírito Santo. O valor é referente, de acordo com o prefeito Luciano Resende (PPS), à rejeitos de mineração que são despejados no mar pela empresa.

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Além da multa, uma parte do porto de Tubarão, que é o segundo maior de minério do Brasil, foi interditada. A área, segundo informações da Vale , é utilizada pela mineradora para "movimentar minério de ferro e pelotas; carvão, grãos e fertilizantes e líquidos a granel".

A ação movida pela prefeitura, de acordo com Resende, foi uma medida tomada depois de outras tentativas de resolver a situação. "Estamos aqui desde que tomei posse, em 2013, dialogando, multando, fazendo apelos, e nada muda", afirmou.

Desde a semana passada, a empresa já vem sofrendo outras penalidades semelhantes. Na terça-feira (5), a Justiça de Minas Gerais  determinou, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), que a mineradora suspendesse as operações das barragens da mina de Brucutu, a maior da empresa no estado. 

No dia 31 de janeiro um terminal da Vale localizado na Ilha de Guaíba também foi interditado, desta vez pela prefeitura de Mangaratiba. A ação aconteceu após uma vistoria feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e gerou uma multa de R$ 20 milhões à mineradora .

Interdições e bloqueios vem acontecendo após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho

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Cristiane Mattos
Corpo de Bombeiros faz buscas por vítimas da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho


O prefeito de Vitória disse que sua decisão de aplicar multa à mineradora foi motivada pela tragédia de Brumadinho , que aconteceu no dia 25 de janeiro e deixa, até o momento, 1 57 mortos e 182 desaparecidos .  "A tragédia mostra o descompromisso enorme da empresa coma poluição. É um contexto que nos deixa muto desanimados", afirmou.

Além das decisões pós-desastre, que vem causando interdições e multas à mineradora, a Vale já acumula  R$ 12,6 bilhões bloqueados em suas contas por causa da tragédia em si.  A empresa já sofreu cinco congelamentos diferentes: dois da Justiça do Trabalho, totalizando R$ 1,6 milhões para pagamentos e indenizações trabalhistas às vítimas; dois de R$ 5 bilhões do MP-MG, para cobrir danos ambientais e garantir recursos às pessoas afetadas pela tragédia; e outro do governo de Minas Gerais, de R$ 1 bilhão,  também para amparo às vítimas.

Outras multas aplicadas pelo rompimento da barragem em Brumadinho também foram aplicadas à Vale pelo Insituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), de R$ 250 milhões e pelo governo do estado (R$ 99 milhões).


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