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Apenas o Amapá ficou avaliado com situação "muito boa" das contas públicas; Roraima, com índice considerado "médio", pediu recuperação fiscal

Apenas seis dos 27 estados da federação começarão o ano com boas condições nas contas públicas
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Apenas seis dos 27 estados da federação começarão o ano com boas condições nas contas públicas











Somente seis dos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, vão começar o ano de 2019 com as contas públicas em uma situação fiscal considerada boa ou muito boa. Os dados são de um estudo realizado pela Tendências Consultorias Integrada divulgado nesta sexta-feira (14).

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De acordo com a pesquisa, apenas os próximos governadores do Amapá, Espírito Santo, Amazonas, Rondônia, Tocantins e da Paraíba receberão as contas públicas em boas condições no começo de seus mandatos.

Os estados foram classificados com situação fiscal péssima, muito fraca, fraca, média, boa ou muito boa. O único que conseguiu atingir a primeira colocação (muito boa) foi o Amapá. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentaram nível péssimo.

A situação Rio Grande do Norte não foi medida por falta de dados.

Confira a lista completa:

Situação fiscal dos estados

Péssima:

  • Minas Gerais
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Muito fraca:

  • Pernambuco
  • Bahia
  • Sergipe
  • Distrito Federal
  • Goiás
  • Mato Grosso
  • São Paulo 
  • Santa Catarina

Fraca:

  • Marinhão
  • Piauí
  • Mato Grosso do Sul
  • Paraná
  • Alagoas

Média:

  • Ceará
  • Pará
  • Roraima
  • Acre

Boa:

  • Amazonas
  • Rondônia
  • Tocantins
  • Paraíba
  • Espirito Santo

Muito boa:

  • Amapá

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Para fazer o levantamento, a Tendências Consultorias Integrada utilizou dados do Tesouro Nacional em seis quesistos: endividamento; poupança corrente, liquidez, resultado primário, despesa com pessoal e encargos sociais e investimentos. 

Apesar de avaliada como média na situação das contas públicas, Roraima pediu recuperação fiscal

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que Roraima não tem problema suficiente nas contas públicas para pedir recuperação fiscal
José Cruz/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que Roraima não tem problema suficiente nas contas públicas para pedir recuperação fiscal


Apesar de ter pedido a entrada no programa de recuperação fiscal, Roraima conquistou a classificação média na pesquisa de situação financeira para 2019. Na quarta-feira (12), o ministro da Fazenda,  Eduardo Guardia, e a secretária executiva da pasta, Ana Paula Vescovi, disseram que o estado não pode aderir ao pacote de auxílio financeiro solicitado. Roraima pode, porém, pedir o apoio emergencial de R$ 200 milhões prometido pelo governo federal.

A lei que criou o programa de recuperação fiscal estabelece que só podem ser beneficiadas as unidades federativas que tenham a soma das despesas com  funcionalismo e de serviço da dívida ultrapassando 70% da Receita Corrente Líquida (RCL).

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Segundo Guardia e Vescovi, atualmente estão enquadrados nessa situação Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais (os três piores classificados de acordo com o estudo de situação das contas públicas da Tendências Consultorias Integrada). Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte também se enquadram nos estados que poderiam requisitar a recuperação fiscal.


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