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Índice é calculado com ajuste para o período e pode trazer diferentes valores em relação aos oficiais, que serão divulgados no próximo dia 30 pelo IBGE

Economia brasileira registrou crescimento no terceiro trimestre, de acordo com o ìndice de Atividade Econômica
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Economia brasileira registrou crescimento no terceiro trimestre, de acordo com o ìndice de Atividade Econômica

A economia brasileira registrou uma aceleração no crescimento no terceiro trimestre deste ano, atingindo uma alta de 1,74%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Banco Central (BC).

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A alta do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) é em relação aos três meses anteriores, do segundo trimestre de 2018. O número que calcula a atividade da economia brasileira é dessazonalizado, ou seja, ajustado para o período. 

O IBC-Br é um indicador criado pelo Banco Central para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto ( PIB ) do Brasil – que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) e deverá ser divulgado no próximo dia 30 de novembro.

A greve dos caminhoneiros é vista como a principal influência para a aceleração registrada no terceiro trimestre, tendo em vista que o PIB no trimestre anterior foi retido em função disso. De acordo com os dados oficiais, foi notado naquele período um crescimento de 0,2% .

Segundo a série histórica do índice, esse foi o maior crescimento do indicador desde o segundo trimestre de 2012, quando o avanço foi de 1,92%.

O ajuste sazonal afeta os resultados, e, desconsiderando-o, é registrado um avanço de 1,14% no indicador do nível de atividade da economia na parcial deste ano. Já na comparação dos últimos 12 meses abordados, que vai de setembro de 2017 ao mesmo mês deste ano, houve uma expansão de 1,45% (também sem ajuste), segundo dados do BC.

PIB x  IBC-Br na economia brasileira

Índice oficial, feito pelo IBGE, e o IBC-Br, divulgado pelo BC,  possuem diferentes metodologias e podem mostrar números diferentes para a economia brasileira
Marcos Santos/USP Imagens
Índice oficial, feito pelo IBGE, e o IBC-Br, divulgado pelo BC, possuem diferentes metodologias e podem mostrar números diferentes para a economia brasileira

O Produto Interno Bruto (PIB) serve para medir a evolução da economia de determinado país em um dado período, e é a soma de todos os bens e serviços produzidos neste mesmo local. No ano passado, após dois anos consecutivos de retração, o PIB teve uma alta de 1% .

No entanto, o cálculo do IBC-Br é diferente do usado pelo IBGE. O índice do Banco Central incorpora estimativas para as áreas de agropecuária, indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Portanto, os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais.

"Há que se ter cuidado nas comparações trimestrais do IBC-Br e o PIB", diz o próprio BC, que divulga o índice extraoficial . Como explica a instituição, algumas características conceituais e metodológicas do IBC-Br (como o processo de dessazonalização) podem ocasionar diferenças entre a sua evolução e a do PIB.

O IBC-Br ajuda o Banco Central a definir a taxa dos juros básicos da economia. Atualmente, a T axa Selic está estável em 6,50% ao ano, na mínima histórica. Quanto maiores as taxas, menos disposição das pessoas a consumir, o que tende a estabilizar ou até baixar os preços.

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Para 2018, a meta central para a a inflação oficial (IPCA) é de 4,5%, com margem de erro de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. A tolerância, portanto, é de 3% a 6% para que uma das principais metas para a economia brasileira  anualmente seja cumprida.

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