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Produto Interno Bruto brasileiro alcançou R$ 6,6 trilhões em 2017, com destaque positivo para o desempenho do setor da agropecuária e negativo para a construção; para Temer, alta do PIB "significa esperança para o País"

Principal responsável pelo crescimento do PIB, setor da agropecuária cresceu 13% em 2017 em relação ao ano anterior
Divulgação/Ministério da Agricultura
Principal responsável pelo crescimento do PIB, setor da agropecuária cresceu 13% em 2017 em relação ao ano anterior

A economia brasileira cresceu 1% no ano passado, quebrando sequência de dois anos seguidos com resultado negativo de 3,5% – que representou a maior recessão da história recente do País. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, totalizou R$ 6,6 trilhões em 2017.

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De acordo com os dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (1ª) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento do PIB  se deve principalmente à recuperação do setor da agropecuária, que teve crescimento de 13% em 2017 – melhor resultado em toda a série histórica, iniciada em 1996. O setor dos serviços também teve alta, de 0,3%, enquanto a indústria ficou estável.

A alta na atividade agropecuária decorreu especialmente do desempenho da agricultura. Nessa área, os grandes destaques no ano passado foram as lavouras de milho (com crescimento de 55,2%) e da soja (19,4%).

Já na indústria, o destaque positivo ficou com a alta na atividade das indústrias extrativas (4,3%), enquanto o maior destaque negativo ficou por conta da construção civil (-5,0%). Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e indústria de transformação avançaram, respectivamente, 0,9% e 1,7%.

Entre as atividades que compõem o setor de serviços, o comércio cresceu 1,8% no ano passado, seguido por atividades imobiliárias (1,1%), transporte, armazenagem e correio (0,9%). Os principais resultados negativos foram atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-1,3%), informação e comunicação (-1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

Na análise da demanda interna, conforme os dados divulgados pelo IBGE, a formação bruta de capital fixo recuou 1,8%, puxada pela queda da construção, e a despesa do consumo do governo caiu 0,6%. Já a despesa de consumo das famílias cresceu 1% em relação ao ano anterior (quando havia caído 4,3%). Ainda segundo o IBGE, isso pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda no ano de 2017.

Por meio de sua conta no Twitter, o presidente Michel Temer celebrou os resultados da economia. "Colecionamos, já neste segundo mês de 2018, indicadores e sinais inequívocos de que a prosperidade acelera. A alta do PIB em 2017 significa esperança para o País. Estamos trabalhando para que o Brasil cresça ainda mais em 2018. Agora podemos avançar. Não vou deixar o País andar para trás", escreveu o presidente.

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Mercado externo e PIB per capita

As exportações de bens e serviços cresceram 5,2% em 2017, enquanto as importações de bens e serviços avançaram 5,0% em relação a 2016.

O PIB per capita subiu 0,2% em termos reais, ficando em R$ 31,587. A taxa de investimento no ano foi de 15,6% do PIB, abaixo dos 16,1% de 2016. Já a taxa de poupança aumentou, indo de 13,9% em 2016 para 14,8% em 2017.

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