Tamanho do texto

Em valores, o PIB do Brasil trimestral somou R$ 1,693 trilhão; o balanço ainda aponta que o principal responsável pela alta foi o setor de serviços, já que cresceu 0,3%, enquanto que o setor industrial retraiu 0,6%; confira

Mercado financeiro avalia que o PIB do Brasil de 2018 será de 1,47%
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mercado financeiro avalia que o PIB do Brasil de 2018 será de 1,47%


O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2018 em relação ao primeiro trimestre do ano na série com ajuste sazonal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, a nova marca do PIB do Brasil é o sexto resultado positivo após oito baixas seguidas nessa comparação.

Leia também: PIB cresce 0,4% no primeiro trimestre de 2018 e soma R$ 1,641 tri, aponta IBGE

Em valores, o PIB do Brasil trimestral totalizou R$ 1,693 trilhão, sendo R$ 1,450 trilhão de Valor Adicionado a Preços Básicos e R$ 242,9 bilhão em Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2018 x segundo trimestre de 2018

PIB do Brasil do trimestre foi influenciado pelo crescimento de 1,2% nas Atividades Imobiliárias
Thinkstock/Getty Images
PIB do Brasil do trimestre foi influenciado pelo crescimento de 1,2% nas Atividades Imobiliárias

O balanço ainda mostra que o setor de Serviços foi o que mais contribuiu para o crescimento econômico , uma vez que apresentou um desempenho positivo de 0,3%. Enquanto que a agropecuária se manteve estável e o setor industrial retraiu 0,6%.

O resultado ruim da indústria é explicado pelo mau desempenho das categorias de Transformação e Construção que recuaram, ambas, 0,8%. Apesar da baixa, o setor industrial também apresentou crescimento em algumas atividades, como nas de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos que avançou 0,7% e Indústrias Extrativas que avançou 0,4%.

Por outro lado, a alta dos Serviços se deve pelo crescimento de 1,2% nas atividades de Informação e Comunicação, de 1,2% nas Atividades Imobiliárias e de 0,7% nas Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, além de Outras Atividades de Serviços.

Já as principais quedas foram em Transporte, Armazenagem e Correio que caiu 0,3% e Administração, Defesa, Saúde e Educação Públicas e Seguridade Social com a retração de 0,2%.

A Despesa de Consumo das Famílias e a Despesa de Consumo do Governo tiveram variações positivas de, respectivamente, 0,1% e 0,5%.

Em relação às Exportações de Bens e Serviços, o resultado foi de retração de 5,5%, enquanto que as Impostações de Bens e Serviços recuaram 2,1% no comparativo com o primeiro trimestre de 2018.

Leia também: Taxa de desemprego cai para 12,3%, mas ainda atinge 12,9 milhões de pessoas

Segundo trimestre de 2017 x Segundo trimestre de 2018

Na comparação anual do PIB do Brasil, Indústria mostra crescimento econômico de 1,2%
Agência Brasil
Na comparação anual do PIB do Brasil, Indústria mostra crescimento econômico de 1,2%

Na comparação com o segundo trimestre de 2017, o a variação do PIB trimestral foi de 1%, o quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação.

Apesar da queda entre os trimestres de 2018, na comparação anual, a Indústria cresceu 1,2%, enquanto que a Agropecuária obteve queda de 0,4%. O setor de Serviços também avançou 1,2%.

A indústria de Transformação cresceu 1,8% no período. O IBGE explica que a categoria foi influenciada, principalmente, pelo desempenho da produção de veículos, equipamentos de informática, derivados do petróleo, bebidas, metalurgia, máquinas e equipamentos, além de móveis.

Outra categoria do grupo que apresentou alta foi a de Indústrias Extrativas que cresceu 0,6%. A atividade de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos obteve um desempenho positivo de 3,1%, uma vez que o consumo de energia elétrica aumentou no País.

Porém, a Construção segue com resultados negativos, no comparativo anual a retração foi de 1,1%.

Já no setor de Serviços, o principal destaque é o avanço de 3% das Atividades Imobiliárias. Mas, o Comércio – atacadista e varejista -, Transporte, Armazenagem e Correio tiveram resultados positivos, respectivos, de 1,9% e 1,1%.

Outras Atividades de Serviços obteve desempenho de 0,9%, enquanto que Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados cresceu 0,6%. Administração, Defesa, Saúde e Educação Pública e Seguridade Social variou positivamente 0,5% e Informação e Comunicação 0,4%.

Pela demanda, o Consumo das Famílias registrou um aumento de 1,7%, o quinto trimestre seguido de avanço na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito para pessoa física, bem como das taxas de inflação e de juros mais baixas que as registradas no segundo trimestre de 2017.

No que diz respeito ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços recuaram 2,9%, enquanto que as Importações cresceram 6,8% no segundo trimestre de 2018.

Já a Taxa de Investimento no segundo trimestre de 2018 foi de 16% do PIB, menor do que o observado no mesmo período de 2017, quando o registro foi de 15,3%. A Taxa de Poupança também foi maior no segundo trimestre deste ano, uma vez que foi de 16,4%, ante os 15,7% do mesmo período do ano passado.

Além disso, o IBGE calculou que a Necessidade de Financiamento chegou a R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre de 2018, ante uma Capacidade de Financiamento de R$ 14,4 bilhões no mesmo período de 2017.

A diferença entre os resultados se deve, principalmente, pela redução de R$ 19 bilhões no saldo externo de bens e serviços e de R$ 2,1 bilhões em Renda Líquida de Propriedade enviada para o exterior.

Leia também: Projeção da inflação sobe para 4,17% e a do PIB cai para 1,47%, aponta Focus

Acumulado nos últimos quatro trimestres

PIB do Brasil também cresce com os 2,6% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios
shutterstock
PIB do Brasil também cresce com os 2,6% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios

Já no acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB foi de 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

De acordo com o IBGE, essa taxa é fruto do avanço de 1,3% do Valor Adicionado a Preços Básicos e de 2,6% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

PIB do primeiro semestre de 2018                                                

Agropecuária fechou o acumulado com queda de 1,6% e PIB do Brasil sente o impacto
Divulgação/Ministério da Agricultura
Agropecuária fechou o acumulado com queda de 1,6% e PIB do Brasil sente o impacto

Com esses resultados, o PIB do primeiro semestre de 2018 fechou com alta de 1,1% em relação ao mesmo período de 2017. Os responsáveis pelo resultado positivo foram os setores de Serviços e Indústria que cresceram igualmente 1,4%. Já a Agropecuária fechou o acumulado com queda de 1,6%.

Quem puxou a alta do setor industrial foram as Indústrias de Transformação com a alta de 2,8% e as atividades de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos com o crescimento de 1,9%.

Por outro lado, Construção e as Indústrias Extrativas caíram no primeiro semestre de 2018, respectivamente, 1,7% e 0,6%.

Já o setor de Serviços foi puxado pelo Comércio e Atividades Imobiliárias que tiveram avanços, respectivos, de 3,2% e 2,9%. Transporte, Armazenagem e Correio cresceu 1,9%, enquanto que Atividades de Serviços avançou 0,9%. Vale destacar que apenas Informação e Comunicação recuaram, com uma baixa de 1,4%.

No setor externo, houve crescimento de 7,3% nas Importações de Bens e Serviços e de 1,3% nas Exportações de Bens e Serviços no semestre.

Nessa comparação ainda, outro item que contribuiu para resultado do PIB do Brasil no primeiro semestre foi o aumento de 3,6% da Formação Bruta de Capital Fixo, a Despesa de Consumo das Famílias que cresceu 2,3% e a retração da Despesa de Consumo do Governo que recuou 0,3%.