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Estimados em R$ 500 milhões, recursos serão direcionados a projetos de infraestrutura; o economista de Bolsonaro deixou a gestora há 14 anos

De acordo com o BNDES, a escolha da empresa cofundada por Paulo Guedes se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições
Fernando Frazão/Agência Brasil
De acordo com o BNDES, a escolha da empresa cofundada por Paulo Guedes se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições

Nesta sexta-feira (16), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que escolheu a JGP, gestora cofundada pelo economista Paulo Guedes, para administrar um novo fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Os recursos deste fundo, segundo o BNDES, seriam investidos em projetos de infraestrutura.

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De acordo com o banco, a escolha da JGP se deu ao final de um processo seletivo público que contou com a participação de outras sete instituições. A empresa cocriada por Paulo Guedes , na avaliação do BNDES, apresentou a melhor combinação entre as notas técnica e comercial.

Os segundo e terceiro lugares ficaram com a Votorantim Asset Management e Itaú Asset Management, respectivamente, que agora formam o cadastro de reserva.

O novo fundo do BNDES tem patrimônio estimado em cerca de R$ 500 milhões. Quando disponível, o FIDC terá um portfólio com ativos que compõem a carteira de aplicações – também chamadas de debêntures incentivadas – para projetos do banco, que, por sua vez, não será um dos cotistas desse fundo.

O que são debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES e gerido pela empresa de Paulo Guedes, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura
Shutterstock
As debêntures incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES e gerido pela empresa de Paulo Guedes, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura

Em linhas gerais, as debêntures são aplicações de renda fixa cujos títulos são emitidos por empresas de diversos setores – incluindo o público. Sua dinâmica de investimento é bem parecida com a do Tesouro Direto ; a diferença é que, neste caso, o investidor está emprestando dinheiro para uma organização privada, e não para o governo.

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Em troca, assim como acontece com os títulos da dívida pública, quem investe em debêntures recebe juros – prefixados ou pós-fixados – sobre o valor que aplicou. A rentabilidade desse investimento pode até ser maior do que a de outros de renda fixa, mas seus riscos também são mais altos, já que as debêntures não são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Existem diversos tipo de debêntures. As incentivadas, que compõem o fundo a ser criado pelo BNDES, são isentas de Imposto de Renda e buscam financiar projetos de infraestrutura , como a construção de portos e aeroportos, a ampliação da capacidade de transmissão de energia e as obras para melhorar as condições das rodovidas, por exemplo.

Sobre a JGP

Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. O economista de Bolsonaro deixou a empresa em 2004
Fernando Frazão/Agência Brasil
Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. O economista de Bolsonaro deixou a empresa em 2004



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Paulo Guedes , futuro ministro da Economia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), fundou a JGP em 1998 em sociedade com André Jakurski e Arlindo Vergaças. Antes disso, em 1986, Jakurski e Vergaças já haviam acompanhado Guedes na criação do Pactual, que deu origem ao banco BTG Pactual. O economista de Bolsonaro deixou a JGP em 2004.

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