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Elevação da projeção para o IPCA aproximou o indicador ainda mais da meta, de 4,50%; esta é a quinta semana seguida que a estimativa para o PIB retrai

Estimativa para a inflação em 2019 também apresentou alta no Boletim Focus desta semana, indicador chegou a 4,18%
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Estimativa para a inflação em 2019 também apresentou alta no Boletim Focus desta semana, indicador chegou a 4,18%

O mercado financeiro elevou a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano para 4,28%. O resultado publicado nesta segunda-feira (24) no Boletim Focus é 0,19 ponto percentual (p.p) superior à estimativa para a inflação da semana passada, quando a marca foi de 4,09% .

Com a nova alta, o indicador se aproximou ainda mais da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%. A  estimativa para a inflação  calculada pelo mercado financeiro também segue dentro do limite inferior e superior do índice que estão, respectivamente, em 3% e 6%.

Conforme o Boletim Focus registrou, para 2019, a expectativa para o IPCA também aumentou, passando de 4,11% para 4,18%. Em relação a 2020, o resultado foi de estabilidade, uma vez que a estimativa para o indicador permaneceu em 4%.

Enquanto que, para 2021, a projeção para a inflação também subiu chegando a 3,97%. Na semana passada, a previsão foi de 3,92%.

Como aponta o Banco Central (BC), a projeção para a inflação de 2020 é a única igual à meta central, pois a previsão para o ano que vem é de 4,25%, enquanto que, para 2021, é de 3,75%.

Estimativa para a inflação aumenta e a do PIB cai

Estimativa para a inflação aumenta e a do PIB retrai pela quinta semana consecutiva
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Estimativa para a inflação aumenta e a do PIB retrai pela quinta semana consecutiva

Ao contrário da projeção do IPCA que apresentou alta, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu pela quinta semana consecutiva, passando de 1,36% para 1,35%. Por outro lado, para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o  crescimento econômico  continua em 2,50% há várias semanas.

Já a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 6,50% , mesmo após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da última semana.

Com a continuidade da taxa, essa é a quarta reunião que o Copom optou por manter a Selic nesse mesmo índice, depois de promover um ciclo de cortes responsáveis por levar o indicador ao menor nível da história.

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Com o aumento da Selic, o Banco Central tem como objetivo conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Leia também: Economia brasileira cai 0,5% no trimestre encerrado em julho, diz Monitor do PIB

Além da  estimativa para a inflação , do crescimento da atividade econômica e da Selic, o Focus traz a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar, que subiu de R$ 3,83 para R$ 3,90 no final deste ano. Para o fim de 2019, a previsão também apresentou alta, quando passou de R$ 3,75 para R$ 3,80.

*Com informações da Agência Brasil

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