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Segundo o balanço elaborado pela Fundação Getulio Vargas, a retração trimestral foi puxada pela queda de 1,9% do setor industrial; a agricultura foi o único dos grandes setores produtivos a apresentar variação positiva; veja

Assim como a indústria, o setor de serviços também contribuiu para a retração trimestral da economia brasileira
Arquivo/Agência Brasil
Assim como a indústria, o setor de serviços também contribuiu para a retração trimestral da economia brasileira

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,5% no trimestre encerrado em julho na comparação com o trimestre encerrado em abril. O resultado sobre a economia brasileira faz parte do Monitor do PIB publicado nesta quarta-feira (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Frente ao trimestre encerrado em julho de 2017, no entanto, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,5%. A soma de todos os bens e serviços produzidos no País também é positiva quando a marca isolada de julho é comparada com a do mês de junho, uma vez que houve crescimento de 0,4%. O balanço da FGV ainda aponta que, em 12 meses, o PIB brasileiro já acumula uma alta de 1,5%.

O que explica a retração da economia brasileira entre os trimestres de 2018?

Conforme aponta a pesquisa, o setor da agropecuária contribuiu para que a queda da economia brasileira não fosse maior
Divulgação/Ministério da Agricultura
Conforme aponta a pesquisa, o setor da agropecuária contribuiu para que a queda da economia brasileira não fosse maior

Segundo a FGV, a queda de 0,5% na comparação entre ambos os trimestres de 2018 foi influenciada principalmente pelos setores da indústria e de serviços, uma vez que esses apresentaram quedas, respectivas, de 1,9% e 0,4%.

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Com isso, os resultados também apontam que a variação negativa do Monitor do PIB só não foi maior, porque a agropecuária foi o único dos grandes setores produtivos com alta nos períodos analisados, de 2,8%.

Em relação à baixa do desempenho econômico da indústria, a queda foi resultado das retrações de 2,8% da categoria de indústria de transformação, de 1,3% da construção e de 0,8% na extrativa mineral. Enquanto o segmento de eletricidade obteve alta de 0,6%.

No caso do desempenho negativo dos serviços, foi a queda de 3,6% do segmento de transporte que mais puxou o indicador para baixo. Além disso, o comércio e a categoria de outros serviços também apresentaram variações negativas de 1,2% e 0,7%, respectivamente.

Por outro lado, cresceram os segmentos de informação (0,8%), intermediação financeira (0,5%) e imobiliário (1,2%).

Já sob a ótica da demanda, a queda a do trimestre encerrado em abril para o trimestre encerrado em julho deste ano foi influenciada pela formação bruta do capital fixo (os investimentos) que caiu 1,5%, conforme aponta o balanço relativo à economia do Brasil.

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No caso das exportações, por sua vez, o saldo é de uma queda mais acentuada, de 5,2%. Enquanto que as importações também caíram, mas "apenas" 4,3%.  Para finalizar, a pesquisa sobre a economia brasileira  também indicou que o consumo das famílias se manteve estável nos períodos analisados.

*Com informações da Agência Brasil

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