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Estatal anunciou que utilizará um mecanismo financeiro para conter as variações do preço do mercado internacional sem 'abrir mão' da sua política de preços; Petrobras afirma que a ferramenta será utilizada pontualmente

Petrobras diz que estratégia no preço da gasolina concilia seus interesses, as demandas de clientes e de agentes de mercado
Arquivo/Agência Brasil
Petrobras diz que estratégia no preço da gasolina concilia seus interesses, as demandas de clientes e de agentes de mercado

A Petrobras anunciou um mecanismo financeiro que permitirá manter o preço da gasolina estável por até 15 dias nas refinarias. Como explica a estatal no anúncio divulgado nesta quinta-feira (6), esse preço representa cerca de um terço do valor do combustível vendidos nos postos ao consumidor final.

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Sendo assim, entram na composição do preço da gasolina do consumidor, ainda, o custo do etanol, os impostos e as margens de lucro de distribuidoras e revendedores.

O mecanismo chamado de hedge - contrato que permite a venda ou a compra de um ativo no futuro por um preço negociado anteriormente – será utilizado pontualmente e tem como intuito reduzir as oscilações do preço do combustível sem afetar o resultado financeiro da estatal.

A nova ferramenta foi apresentada pelo diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia, e pelo diretor de refino e gás natural, Jorge Calestino.

Durante o anúncio, Grisolia e Calestino defenderam que o hedge é resultado de uma evolução na precificação de combustíveis no Brasil, e que não altera a política de preços da Petrobras .

“Em momentos de volatilidade [oscilações nos preços], a gente tem a responsabilidade de usar esses instrumentos de modo que o resultado financeiro da companhia não se altere”, disse Grisolia.

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Como o preço da gasolina será contido?

Tomaz Silva/Agência Brasil
"Hedge" utilizado no preço da gasolina é uma estratégia de proteção para os riscos de um investimento

Como foi citado anteriormente, em vez de reajustar os valores diariamente, a estatal terá o poder de segurá-los por um período máximo de 15 dias, mesmo realizando as operações financeiras no exterior com os preços internacionais.

Sendo assim, ao final do período, o reajuste final aplicado será sempre igual ao resultado das variações diárias do barril de petróleo internacional e do câmbio, de modo que a Petrobras mantenha a paridade com os preços do mercado externo, ou seja, mantendo a política de preços da estatal em vigor.

A decisão é vista como uma solução. Entretanto, Rafael Grisolia destaca que essa operação é apenas viável pelo período máximo de duas semanas, caso contrário, os resultados da Petrobras podem ser impactados.

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Mesmo com hedge mudanças diárias podem acontecer

Petrobras enfatizou que a medida para o preço da gasolina não vai abrir mão da paridade de preços internacionais
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Petrobras enfatizou que a medida para o preço da gasolina não vai abrir mão da paridade de preços internacionais

A empresa aponta que escolherá os momentos em que aplicará o instrumento e que utilizará como critério a elevada volatilidade do mercado. Sendo assim, o preço da gasolina nas refinarias continuará sujeito a mudanças até diárias, uma vez que esse mecanismo será utilizado durante o período de sua execução.

*Com informações da Agência Brasil

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