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Entre 2016 e 2018, segundo o Ministério do Planejamento, o aumento na venda de imóveis da União foi de mais de 500%

O governo federal já arrecadou R$ 92,4 milhões com a venda de imóveis em 2018. O resultado parcial representa quase o dobro do valor levantado no ano passado (R$ 47,1 milhões). As informações são do Ministério do Planejamento.

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Ao todo, foram vendidos 16 imóveis, dez a menos do que em 2017 e um a menos do que em 2016, quando o governo arrecadou R$ 17,4 milhões. Entre 2016 e 2018, o aumento na venda de imóveis da União foi de mais de 500%.

Aluguéis

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Em 2017, os gastos com a locação de espaços chegou a R$ 1,4 bilhão, quase 30 vezes mais do que o arrecadado com a venda de imóveis

Atualmente, o Executivo ocupa 8.500 imóveis em todo o país. Destes, 2.900 são alugado para alocar secretarias, órgãos e outras entidades que não encontram espaço nas estruturas existentes.

Mesmo com o resultado positivo com a venda de imóveis, os aluguéis ainda são um obstáculo. Em 2017, os gastos com a locação de espaços chegou a R$ 1,4 bilhão, quase 30 vezes mais do que o arrecadado com as vendas.

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Venda de imóveis X permuta

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Simultaneamente a venda de imóveis, a União também começou a realizar permutas: o governo anuncia que precisa de um lugar para locação e, em troca, oferece terrenos ou prédios seus

O recurso da venda de imóveis é direcionado ao caixa geral do Executivo, contribuindo, direta ou indiretamente, para o pagamento dos aluguéis. Segundo o Ministério do Planejamento, existem outras formas de diminuir as despesas com a locação dessas estruturas, e a meta para este ano é chegar a uma economia de 30% a 40%.

Simultaneamente, o órgão também começou a realizar permutas: o governo anuncia que precisa de um lugar para alocar uma secretaria ou um determinado número de equipes e, em troca, oferece terrenos ou prédios seus. Recebendo propostas, cabe à Caixa Econômica  avaliar qual delas é melhor e decidir se fecha negócio com um dos interessados.

Segundo apurou a Agência Brasil , somente uma permuta foi feita até agora, no centro de Brasília (DF). Um terreno pertencente ao Executivo foi repassado ao Banco do Brasil (BB), que incluiu no acordo um prédio na mesma região e alguns espaços nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS).

A troca foi uma alternativa frente à falta de recursos do governo federal para a construir estruturas em seus terrenos ou reformar aquelas sem condições de uso atualmente.

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Além do BB, foram alocadas equipes de outros órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


*Com informações da Agência Brasil

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