De acordo com a Receita Federal, o resultado pode ser explicado principalmente pela melhora do resultado das empresas, o que levou ao crescimento na arrecadação do IRPJ e da CSLL
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De acordo com a Receita Federal, o resultado pode ser explicado principalmente pela melhora do resultado das empresas, o que levou ao crescimento na arrecadação do IRPJ e da CSLL

A Receita Federal arrecadou R$ 129,615 bilhões em julho, número 12,83% maior - descontada a inflação - do que o anotado no mesmo período do ano passado. É o maior valor para o mês desde 2011, quando o total arrecadado foi de R$ 137,375 bilhões.

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Em 2018, segundo a Receita Federal , o acumulado da arrecadação chega a R$ 843,870 bilhões. O saldo é 7,74% maior do que o verificado nos sete primeiros meses de 2017.

As receitas administradas pelo órgão público, por sua vez, chegaram a R$ 118,723 bilhões em julho, representando um crescimento real de 8,38% em relação ao mesmo período do ano passado. É o maior valor para o mês desde 2013.

De acordo com a Receita, o resultado pode ser explicado principalmente pela melhora do resultado das empresas, o que levou ao crescimento na arrecadação do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Impostos

O aumento das alíquotas do PIS e da Cofins sobre combustíveis também contribuiu para os bons números registrados pela Receita Federal
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O aumento das alíquotas do PIS e da Cofins sobre combustíveis também contribuiu para os bons números registrados pela Receita Federal

A arrecadação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) chegou a R$ 3,243 bilhões em julho, número 12,38% maior do que o registrado em 2017. O desempenho, segundo a Receita, foi influenciado pelas receitas não administradas pelo Fisco, incluido os royalties do petróleo, que saltaram de R$ 5,111 bilhões em julho do ano passado para R$ 10,891 bilhões (+103,95%) no mesmo mês de 2018.

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No mês passado, ainda houve crescimento de 38,57% na arrecadação sobre o Imposto de Renda - Pessoa Física (IRPF) de residentes no exterior em relação a 2017. No período, o montante chegou a R$ 2,987 bilhões.

Além disso, o aumento das alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre combustíveis também contribuiu para os bons números registrados. No acumulado dos sete primeiros meses de 2018, a arrecadação chegou a R$ 17,848 bilhões, mais que o dobro do que o anotado no ano passado (R$ 8,426 bilhões).

Cobranças

As ações de cobrança de depósitos judiciais e contribuições previdenciárias em atraso também influenciaram diretamente no aumento da arrecadação da Receita Federal
Marcos Santos/USP Imagens
As ações de cobrança de depósitos judiciais e contribuições previdenciárias em atraso também influenciaram diretamente no aumento da arrecadação da Receita Federal

As ações de cobrança de depósitos judiciais e contribuições previdenciárias em atraso também influenciaram diretamente no aumento da arrecadação. De janeiro a julho deste ano, R$ 60,8 bilhões foram recolhidos pela Receita com essas iniciativas - 12,9% a mais do que o registrado em 2017.

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Em contrapartida, segundo a Receita Federal , a arrecadação com o Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) diminuiu. Em julho de 2018, o recolhimento dessa contribuição foi de R$ 3,169 bilhões, 13,85% a menos do que o verificado no mesmo período do ano passado. No acumulado, o montante é de R$ 29,487 bilhões, 16,11% menor do que o registrado em 2017.


*Com informações da Agência Brasil

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