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Dyogo Oliveira disse ser cedo para o governo analisar impactos causados por depoimentos e revisar as expectativas com a economia nos próximos meses

Brasil Econômico

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse esperar que os impactos das delações da JBS não tenham um efeito maior do que os já causados até agora. "O que não significa que a equipe econômica não esteja em permanente atenção", disse nesta terça-feira (30). O membro do governo disse ainda que é cedo para o governo avaliar impactos das delações na economia.

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"O que podemos medir, a partir dos dados do mercado financeiro disponíveis até agora, é que houve um primeiro momento em que os mercados fizeram uma reavaliação dos ativos, desvalorizaram, e a Bolsa caiu no primeiro dia, mas, desde então, houve uma certa serenidade do mercado", disse Oliveira sobre a reação de investidores após as delações . "Não estamos esperando que haja, a partir dessa delação, um impacto extenso nem prolongado na economia. O que estamos acreditando que acontecerá é a recuperação da economia ao longo deste ano".

Perguntado sobre impacto das delações, Dyogo Oliveira afirmou que equipe econômica está em permanente atenção
Gleice Mere/MP
Perguntado sobre impacto das delações, Dyogo Oliveira afirmou que equipe econômica está em permanente atenção

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O ministro disse que não vê necessidade do governo revisar, neste momento, suas expectativas com a economia. "Nossas expectativas sobre o PIB [Produto Interno Bruto] e outras variáveis econômicas não se alteraram até este momento. Continuamos com a mesma projeção que tínhamos”, disse, ressaltando que o governo continua trabalhando pela aprovação das reformas. "Todas as mensagens que governo tem dado é de continuidade e apoio às reformas".

Questionado se o governo não teria dificuldades para aprovar a reforma da Previdência neste momento de crise política, Oliveira disse que isso só poderá ser avaliado e medido durante a votação. "Qualquer avaliação preliminar é sempre uma projeção e uma avaliação precária. O que se faz no Congresso é construir o consenso necessário para se chegar na votação. Não se coloca votação desse tipo para ver o que acontece e isso está sendo construído", disse. "É evidente que há uma crise política e que isso afeta a construção desse consenso, mas não quer dizer que isso inviabiliza. Acho que a delação atrapalhou um pouco [sobre a demora na aprovação das reformas]".

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A jornalistas, em entrevista coletiva concedida no Fórum de Investimentos Brasil 2017, o ministro disse que, mesmo com as delações, o período de recessão no país está sendo finalizado. Ele citou medidas tomadas pelo governo atual para diminuir a participação do Estado na economia, principalmente com o ajuste fiscal e as reformas trabalhista e da Previdência. "Esse conjunto de propostas do governo já deu resultados. A inflação está abaixo de 4%, as taxas de juros estão caindo e os investimentos internacionais no Brasil estão aumentando”.

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* Com informações da Agência Brasil.