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O ministro da Fazenda afirmou ainda não ver chance de o País ter um novo presidente. "O Temer deve concluir seu mandato até 2018”, enfatizou ele

Henrique Meirelles descarta retorno a política econômica de governos passados
Antonio Cruz/ABr
Henrique Meirelles descarta retorno a política econômica de governos passados


Segundo afirmação feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a chance de a política econômica voltar ao patamar de governos anteriores é nula.  Em sua participação no Fórum de Investimentos Brasil 2017, na capital paulista, nesta terça-feira (30), Meirelles informou que não vê reversão e nem pessoas contrárias às medidas implementadas pela atual gestão.

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 “Não vemos hoje, no país, condições ou pessoas que estejam propondo uma reversão destas medidas [reformas e reequilíbrio econômico]”, disse Henrique Meirelles . Ele aproveitou para enfatizar que a economia brasileira não voltará a patamares de anos anteriores, em especial, quando o País entrou em crise. “Não vejo uma iminência de que vamos voltar à matriz econômica que trouxe o Brasil a esta crise”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil ver um novo processo de impeachment, o ministro da Fazenda foi enfático ao dizer, mais uma vez, que não. “A minha hipótese de trabalho é que não vai haver mudança no comando da Presidência . O Temer deve concluir seu mandato até 2018”, afirmou.

Ele informou ter sido criado um plano para minimizar a turbulência que pode vir impactar a economia o processo de julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer, na próxima semana, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Meirelles, as incertezas políticas deixam qualquer economia fragilizada e que o País tem fundamentos sólidos para o reestabelecimento da confiança do investidor no Brasil.

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Crescimento econômico

O ministro da Fazenda reafirmou a previsão de crescimento da economia se dará no segundo trimestre do ano, sendo que será sentida de forma mais intensa no último trimestre de 2017. “Esperamos o quarto trimestre crescendo a um ritmo de 3% ao ano”. Ele destacou ainda a queda da inflação, que gera ganho no poder de compra de 3% e consequente ampliação do mercado consumidor .

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quando questionado sobre a especulação sobre um “plano B” para viabilizar a Reforma da Previdência  – já que o escândalo envolvendo o presidente Michel Temer frustrou a rápida aprovação do projeto – respondeu que não existe nada além da aprovação pelos meios tradicionais. “A nossa estratégia não contempla plano B, temos o plano de reforma como configurado no relatório a ser votado na Câmara. É dentro dessa hipótese que eu trabalho. Acho a melhor alternativa no momento”, disse.

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