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Aporte do Fundo de Cooperação para Expansão e Capacidade Produtiva Brasil – China será de US$ 20 bilhões, sendo US$ 15 bilhões dos chineses

Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, afirmou que China vai aportar R$ 3 para cara real aplicado pelo Brasil
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, afirmou que China vai aportar R$ 3 para cara real aplicado pelo Brasil

Em cerimônia realzada na capital paulista nesta terça-feira (30), os governos de Brasil e China anunciaram o lançamento de um fundo de cooperação voltado para obras de infraestrutura e mobilidade no País.

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Nomeado como Fundo de Cooperação para Expansão e Capacidade Produtiva Brasil – China , o fundo receberá um aporte de US$ 20 bilhões, sendo US$ 15 bilhões aplicados pelo Claifund, o Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina.

Os demais US$ 5 bilhões serão aplicados por instituições financeiras do Brasil. De acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, as receitas virão em maior parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) e da Caixa Econômica Federal. O fundo deve começar a operar em junho. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que as propostas serão recebidas a partir desta quarta-feira (31) no site do ministério.

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Os projetos, segundo o ministro, serão para as áreas de logística e infraestrutura , energia e recursos minerais, tecnologia avançada, agricultura, manufatura e serviços digitais, entre outros, e poderão ser desenvolvidos tanto só por empresas brasileiras quanto apenas chinesas e também por aquelas que sejam binacionais. Eles serão avaliados por um comitê executivo bipartide. “Qualquer parte pode ter poder de veto no comitê, mas os projetos serão avaliados por maioria”, disse o ministro.

O Claifund vai colocar R$ 3 para cada real aplicado pelo Brasil, afirmou Oliveira, que também disse que ainda não há expectativa sobre o volume, áreas prioritárias e tempo de implantação. Não há também uma data final estabelecida para a apresentação dos projetos. “Não há nenhuma obrigação ou contrapartida do lado brasileiro. Não temos que adquirir nenhum tipo de insumo ou contratar empresas ou fornecedores chineses. Não há nenhuma obrigação nos projetos”, explicou.

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Segundo o secretário de Assuntos Internacionais do ministério, Jorge Arbache, as taxas de juros serão avaliadas caso a caso, dependendo de cada projeto e de cada área do projeto. O embaixador da China no Brasil , Li Jinzhang, disse que a ideia do fundo surgiu durante a visita do primeiro-ministro Li Keqiang, em 2015, ao País. Segundo ele, diversas rodadas de negociação foram feitas desde então até que os governos chegassem a um consenso. O fundo, disse o embaixador, pretende incentivar a cadeia produtiva e o processo de industrialização do País.

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