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O conceito de felicidade profissional pode ser desmotivador, já que pode ser algo inatingível. Amar o que faz pode ser mais fácil do que imagina. Veja

Para provar que ser feliz em seu trabalho atual não só é preciso, como também é possível
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Para provar que ser feliz em seu trabalho atual não só é preciso, como também é possível

Existe um conceito um tanto quanto enganoso de que a única maneira de começar a amar seu trabalho é pedindo demissão da sua empresa atual, se mudar para a Tailândia e começar seu próprio negócio em uma pequena vila na praia.

Claro que isso pode render uma imagem linda no Instagram, mas a verdade é que encontrar um trabalho que te faça inteiramente satisfeito envolve tanto começar algo por si mesmo, com seus próprios riscos, como também pode significar compartilhar de benefícios ao estar em uma grande companhia ou em uma pequena start-up.

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Para provar que ser feliz em seu trabalho atual não só é preciso, como também é possível, o site Motto trouxe algumas histórias e dicas para aqueles que desejam se apaixonar pelo que faz atualmente – sem precisar colocar seus sonhos profissionais em uma praia distante. “Em ‘The Quarter-Life Breakthrough’, conto histórias de numerosos profissionais ambiciosos da Geração Y que encontraram a felicidade quando desistiram de ser autônomos e se tornaram um funcionário, parte de uma equipe”, afirma o colunista Adam Poswolsky.

Segundo um estudo recente realizada nos Estados Unidos, 21% dos profissionais da Geração Y desistiram dos seus empregos no ano passado, número três vezes maior que o restante dos empregados de diversas idades. Além disso, a pesquisa mostrou que apenas 29% destes jovens afirmaram se sentir engajados com seu trabalho – o que revela a geração menos entusiasmada do mercado.

Se milhões de norte-americanos estão se sentindo desmotivados profissionalmente, o que é apenas um retrato do que também podemos encontrar em outros países, então claramente é preciso mudar essa realidade e transformar a experiência profissional em algo mais significativo.

A fim de mudar essa realidade desestimulante, o site enumera seis maneiras de profissionais se sentirem mais apaixonados pelo que fazem – seja de qual geração for.

1.  Saiba o seu “por que”

Atualmente, não é suficiente ter um emprego. Os profissionais desejam saber como isso pode se encaixar em algo maior: seus propósitos, suas crenças, seus objetivos. Então, é preciso se questionar: com o que eu mais me importo? Por que estou aqui? Como isso pode estar relacionado com meus objetivos pessoais?

Se você conseguir responder essas questões por si, então será mais fácil garantir que seus dias trabalhando sejam mais fáceis: encontrando projetos de seu interesse, descobrindo onde você quer estar no futuro.

2.  Não deixe seu cargo te limitar

Quase todo mundo em seus vinte e poucos anos pensa que está mal em sua carreira, apenas porque não possui um cargo glamoroso e/ou um salário alto. Um bom exemplo sobre como você não pode se deixar limitar por um “título” temporário é o da Amira Polack, que tinha vinte e poucos anos, estava trabalhando em uma companhia de responsabilidade social, especialista em SAP.

A empresa para a qual ela trabalhava estava presente em mais de 130 países. Amira era muito interessada nos problemas de engajamento dos jovens e, por isso, pediu ao seu supervisor para que pudesse focar mais nessa questão – apesar de, naquele momento, ser apenas uma funcionária jovem.

Eventualmente, ela se tornou a líder da SAP Youth Campaign, o que significa que ela coordenava um time de 13 pessoas, com reuniões com CEOs de empresas globais e construía parcerias com organizações como TEDxTeen e Africa Code Week.

Tudo porque, quando os desafios se apresentaram a ela, Amira as enfrentou, mesmo tendo de aprender novas responsabilidades no trabalho.

Seja criativo, desafie a si mesmo a agarrar oportunidades novas que aparecem, se apresente aos seus chefes quando precisarem de um braço. Pense além do seu salário.

3. Invista em suas habilidades

Uma pesquisa realizada pelo autor de “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us”, Daniel H. Pink, mostrou que o domínio é uma de nossas grandes motivações no ambiente profissional (e também na vida). Afinal, quando foi a última vez que você leu sobre um chef de um restaurante com estrela Michelin ou um ator indicado ao Oscar que não ama o que faz? Assim, pense: como você pode se tornar um mestre no que faz?

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Lembre-se: as habilidades são o motivo por que as pessoas são contratadas e promovidas. Quando você é realmente bom em algo, seja escrita, marketing, codificação, design, recursos humanos, análise de dados etc., deve explorar essa inteligente, encontrando um trabalho com mais facilidade – e a felicidade prometida pela satisfação de ser ótimo no que faz.

4. Procure oportunidades de coliderança

“Sempre que falo com departamentos de recursos humanos, seja em qual empresa for, eu enfatizo o quão importante é criar um relacionamento colaborativo entre profissionais da Geração Y e aqueles mais experientes”, conta Poswolsky.

Segundo ele, uma boa maneira de fazer isso é para emparelhar trabalhadores mais jovens com os colegas que têm de cinco a dez (ou mais) anos de experiência, a fim de que os mais novos façam uma espécie de cogestão de projetos. Assim, supõe-se que a geração millenial tem muito a aprender com os trabalhadores da geração X e os Baby Boomers.

Além disso, todo mundo ganha quando as empresas criam estruturas que promovam a partilha de conhecimentos, o hábito frequente de feedback e a oportunidade de tratar o local de trabalho como uma sala de aula.

5. Mantenha seu emprego “fresco”

Trabalhar na mesma mesa todos os dias pode se tornar chato. Pesquisas sugerem que funcionários que têm a oportunidade de fazer coisas remotamente (de casa, por exemplo) são muito mais produtivos e felizes do que aqueles que têm a obrigação de ir a sua empresa todos os dias.

Claro, algumas funções exigem que a pessoa esteja presente em um escritório e que faça interação com a equipe. Porém, é possível que supervisores liberem os empregados pelo menos uma vez por semana para trabalhar de casa.

Agora, mesmo se você não puder ficar no “lar doce lar”, pode mudar sua rotina quando estiver enjoado: faça pequenos intervalos, saia do escritório, tome um ar fresco, medite e, melhor, tente exercitar braços, pernas dentro da empresa mesmo.

Renovar a energia é uma chave determinante para o engajamento e a produtividade. Pesquisas da Harvard Business Review e Energy Project mostram que empregados que fazem um descanso a cada 90 minutos têm um nível de rendimento 30% maior, e aqueles que foram capazes de focar em apenas uma tarefa no trabalho, são 50% mais engajados.

6. Não espere por permissão para encontrar significado

Se existe um projeto que se alinha com seus propósitos ou alguma coisa que possa te excitar profissionalmente, então faça isso. Se existe alguma iniciativa que você deseja muito se envolver, se envolva. Não espere por um convite para começar a amar seu emprego, faça isso acontecer por você mesmo.

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Seja proativo e converse com seu chefe – e se ele te ignora, fale com outra pessoa. Se você esperar que alguém te dê um trabalho cheio de significado, então pode se cansar. É bem possível que gaste suas oito horas no escritório entediado, rolando o mouse pelo Facebook, ou pior... Faça valer por você (e por mais ninguém!).

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