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Após a entrada em vigor do real como moeda, o País trocou uma inflação de cerca de 4% ao dia para uma taxa próxima desse patamar, mas em um período de 12 meses. Confira os dados no infográfico.

Neste fim semana, mais especificamente em 1º de julho, o real completou 18 anos de seu lançamento como moeda oficial do País. O Plano Real nascia, naquele momento, com o objetivo de estabilizar o sistema financeiro do País e derrotar de vez o dragão da inflação que ganhava cada vez mais força.

Após a entrada em vigor do real como moeda, o País trocou uma inflação de cerca de 4% ao dia para algo próximo disso, mas com a diferença de que essa passou a ser a taxa anual.

Desde a década de 1980, a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava em um período de 12 meses taxas na casa dos 100%. (Ver gráfico abaixo) .

Nos três últimos meses que antecederam o lançamento do Plano Real, a inflação mensal foi de 42,68% em abril de 1994, 44,03% em maio daquele ano, e de 47,43% em junho. Encerrando o primeiro mês com a nova moeda já em vigor, a inflação foi de 6,84% e atingiu 1,86% em agosto daquele ano.

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Quando comparado ao IPCA fechado de 1993, ano anterior à adoção do real, período em que a inflação atingiu incríveis 2.477,15%, o acumulado em 12 meses até maio deste ano, que aponta uma variação de 4,99% segundo o IBGE, é um claro termômetro de como a economia do País mudou nesses 18 anos de estabilização.

Além da estabilização da economia e do combate à inflação, o Plano Real pretendia estabelecer um novo padrão monetário que passasse confiança à população. O real entrou em vigor após uma sucessão de moedas adotadas sem sucesso no Brasil.

Desde 1942 foram feitas diversas reformas econômicas que culminaram com a adoção de seis novas moedas: cruzeiro novo, em 1967, cruzeiro em 1970, cruzado em 1986, cruzado novo em 1989, cruzeiro novamente em 1990 e cruzeiro real em 1993, que antecedeu a adoção do real em 1994. (Colaborou Olivia Alonso, iG São Paulo)

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