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Presidente adiantou que deve se reunir com Paulo Guedes e Rodrigo Maia (DEM) para debater possíveis alterações na PEC: "O governo não é infalível"

jair bolsonaro
Marcos Corrêa/PR - 5.7.19
"A reforma da Previdência ainda não acabou, depois da Câmara ainda tem Senado", disse o presidente Jair Bolsonaro (PSL)

Após o texto-base da reforma da Previdência  ter sido aprovado na comissão especial – e sem regras de aposentadoria mais brandas para policiais federais –, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse na manhã desta sexta-feira (5) que "possíveis equívocos" poderão ser corrigidos na próxima etapa, quando o projeto for discutido no plenário da Câmara dos Deputados.

"Tem equívoco, mal-entendido. Às vezes exageram. Com a sensibilidade que existe no parlamento, isso aí vai ser corrigido. A reforma da Previdência ainda não acabou, depois da Câmara ainda tem Senado", disse o presidente durante um evento de celebração do 196º aniversário de criação da Batalhão da Guarda Presidencial.

Após 17 horas de sessão, a comissão especial concluiu a análise da reforma da Previdência na madrugada desta sexta-feira. Dos 17 destaques, 13 foram derrubados, dois retirados e dois aprovados. Apesar de Bolsonaro ter saído em defesa de regras mais brandas para a aposentadoria de policiais federais e rodoviários, elas foram rejeitadas pela comissão .

Agora, a reforma segue para a análise do plenário da Câmara. Mais cedo, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), disse que deve iniciar os debates sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) na próxima terça-feira (9), com o objetivo de votá-la já na próxima semana , antes do início do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho.

Sem precisar a data, Bolsonaro também sinalizou que vai se encontrar com Maia e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para debater possíveis alterações no texto. "Fizemos a nossa parte, entramos com o projeto. O governo não é absoluto, infalível, algumas questões serão corrigidas, com toda a certeza, junto ao plenário. O comando agora está com o presidente Rodrigo Maia ", afirmou.

Protestos

Sobre ser chamado de "traidor" por representantes dos policiais , Bolsonaro apenas se disse disposto a se reunir com lideranças e quem mais quiser conversar de "forma civilizada". "Nós vamos conversar, vamos trazer o Paulo Guedes para conversar também, trazer demais lideranças. Tenho certeza que ainda podemos corrigir, não digo injustiças, mas possíveis equívocos que porventura ocorreram até agora", declarou.

Ao lado do presidente, estiveram no evento os ministros Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, além do líder do governo no Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL).