Brasil Econômico

Arthur Lira, deputado federal
Divulgação/Câmara dos Deputados
Para o deputado federal Arthur Lira, mesmo que o governo ceda em alguns pontos, economia continuará preservada


Importante nome no Centrão, o líder do PP, Arthur Lira (AL), disse nesta terça-feira (28) que “não é sábio” que o governo deixe de apoiar as mudanças na reforma da Previdência sugeridas em março pelo bloco de partidos.

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Após se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o parlamentar reafirmou que alguns pontos da nova Previdência, como as regras mais rígidas para o acesso ao benefício pago a idosos carentes e à aposentadoria rural, devem ser retirados do texto. 

"Se a gente tira isso, ele [o texto] ainda continua com mais de R$ 1 trilhão. Não é sábio por parte do governo não apoiar uma proposta dessa, porque eles não terão votos para fazer diferente", disse Lira, na saída do Ministério da Economia. "Nós queremos votar, não queremos é ser atacados, quando não estamos fazendo nada contra o que estamos colocando aqui. Isso foi dito claramente."

Guedes , por sua vez, falou que o objetivo é chegar a um “meio termo” entre o que o governo enviou e o que os parlamentares querem. "A liderança do deputado Arthur Lira é decisiva para o apoio da reforma. O partido tem se posicionado com os pleitos legítimos, têm pleitos que são regionais. Nós estamos confiantes que essa participação da Câmara dos Deputados e influência decisiva dessas lideranças construtivas vão nos ajudar a superar o desafio da Previdência. Estamos confiantes que vamos atingir um meio termo, um objetivo comum, que vai ser muito bom para o Brasil ",  declarou o ministro, sem responder a perguntas de jornalistas.

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No fim de março, um grupo de 13 partidos divulgou uma carta rechaçando três pontos da proposta de reforma enviada pelo governo: regras mais rígidas para o benefício de prestação continuada (BPC), mudanças no acesso à aposentadoria rural e retirada das regras de aposentadoria da Constituição.

Nesta quarta-feira (29), Lira destacou ainda outro ponto de resistência, que é a previsão de que as novas regras se apliquem automaticamente para estados e municípios. Esse ponto não estava na carta de março, mas tem sido alvo de críticas de parlamentares. Para parte dos deputados, é necessário dividir o ônus político de aprovar essas mudanças com os governadores e assembleias legislativas.

"A gente reafirma que trabalhador rural, BPC , desconstitucionalização e principalmente a questão de estados e municípios retornarão para suas esferas de origem. Cada estado, cada assembleia legislativa, cada governador, tem que ter na sua consciência, no seu radar, a sua parcela de responsabilidade", afirmou o parlamentar.

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MP do INSS

Além da articulação pela reforma da Previdência , o governo tem que lidar com uma medida mais urgente: a aprovação da medida provisória (MP) 871, que combate fraudes no FGTS. Nesta quarta, enquanto Guedes se reunia com a bancada do PP, o secretário de Previdência, Rogério Marinho, recebia o relator da MP, Paulo Martins (PSC-PR). Depois do encontro, Marinho disse que espera que a medida seja votada ainda nesta quarta na Câmara e até quinta no Senado. "Vai dar certo. Vamos chegar a um acordo", disse Marinho.

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