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Impulsionado pelo bom desempenho dos papéis dos bancos e da Petrobras, o Ibovespa fechou o dia em alta de 1,70%; o dólar desvalorizou, indo a R$ 3,82

ibovespa
Rafael Matsunaga/Aequivo/ Wikipédia
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, fechou a sexta-feira (21) em alta de 1,70%, a 102.012 pontos

A Bolsa de Valores brasileira segue sua trajetória positiva, apesar das tensões geopolíticas no exterior. O Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, fechou esta sexta-feira (21) em alta de 1,70%, a 102.012 pontos, renovando o recorde histórico obtido na última quarta-feira (19) , quando encerrou o pregão na casa dos 100 mil pontos.

A valorização do  Ibovespa é impulsionada principalmente pelo desempenho das ações da Petrobras. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) subiram 2,76% e as ordinárias (ONs, com direito a voto), 3,57%. Os papéis foram beneficiados pela alta do preço do petróleo no exterior (1,40% o barril do tipo Brent) em um pregão atento às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. 

Ainda entre os papéis mais negociados, as ações dos bancos, de maior peso no índice, também operaram em terreno positivo. As preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) subiram 2,26% cada. Os do Banco do Brasil (BBAS3) valorizaram 0,78%.

O pregão foi marcado por poucas negociações. Enquanto seguem de olho nos ataques entre EUA e Irã, os investidores esperam por avanços na tramitação da reforma da Previdência . A expectativa é que o  parecer do relator Samuel Moreira (PSDB) seja votado na comissão especial da Câmara dos Deputados logo após o fim das discussões sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Dólar em baixa

A cotação do  dólar , em contrapartida, fechou o dia em queda de 0,68%, a R$ 3,8240, o menor valor desde o dia 21 de março. À espera de um final feliz na  guerra comercial entre China e EUA e de um futuro corte nos juros norte-americanos, as moedas de países emergentes – como o real – têm se valorizado frente ao dólar.