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Projeção para a expansão do PIB teve ligeira queda, passando de 2,30% para 2,28%; as estimativas para a inflação, em contrapartida, subiram para 3,87%

O pessimismo quanto ao crescimento do PIB corrobora com as previsões divulgadas na semana passada pela OCDE
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O pessimismo quanto ao crescimento do PIB corrobora com as previsões divulgadas na semana passada pela OCDE

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir a expectativa para o crescimento da economia em 2019. De acordo com o boletim Focus publicado nesta segunda-feira (11), a estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano passou de 2,30% para 2,28%, uma ligeira queda de 0,02 ponto percentual.

O pessimismo quanto ao crescimento do PIB em 2019 corrobora com  as previsões divulgadas na semana passada pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Mesmo apontando que uma recuperação moderada da economia está em curso no País, a entidade também reduziu a estimativa para a expansão do PIB – mas de 2,1% para 1,9%, porcentagem ainda menor do que a prevista pelo boletim Focus.

Os analistas consultados pelo BC também estimaram o crescimento do PIB brasileiro para os próximos três anos. Em 2020, ao contrário do que aconteceu com as previsões deste ano, a expectativa de expansão da economia subiu de 2,70% para 2,80%. Para 2021 e 2022, porém, as estimativas seguem em 2,50%.

Inflação e dólar

As projeções para a cotação do dólar se mantiveram em R$ 3,70; nos próximos dois anos, valor deve chegar a R$ 3,75
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As projeções para a cotação do dólar se mantiveram em R$ 3,70; nos próximos dois anos, valor deve chegar a R$ 3,75

As estimativas dos analistas para a inflação deste ano, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), tiveram uma leve alta em relação à semana passada, passando de 3,85% para 3,87%. As previsões para os próximos três anos não se alteraram: em 2020, a inflação deve ser de 4%; em 2021 e 2022, de 3,75%.

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A projeção para 2019 está dentro da meta de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No início deste ano, a primeira edição do relatório Focus estimava inflação de 4,01% – 0,14 ponto percentual acima do que prevê hoje.

As estimativas do mercado financeiro para a cotação do dólar também se mantiveram estáveis em relação à semana passada: de R$ 3,70 em 2019 e R$ 3,75 em 2020. Ao contrário do que acontece com o PIB e a inflação, os analistas não fazem projeções para a moeda norte-americana para além do ano que vem.

Taxa Selic

De acordo com o boletim Focus, a taxa Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, seu mínimo histórico, até o fim de 2019
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De acordo com o boletim Focus, a taxa Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, seu mínimo histórico, até o fim de 2019

O boletim Focus desta semana também divulgou suas expectativas para a taxa Selic, o principal instrumento utilizado pelo BC para controlar a inflação. Os analistas estimam que a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, seu mínimo histórico, até o fim de 2019. Para o final de 2020, 2021 e 2022, a estimativa é de 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom (Conselho de Política Monetária) considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

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Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o BC precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


*Com informações da Agência Brasil