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Projeção está dentro da meta previamente estipulada pelo governo; segundo analistas, Selic permanecerá em 6,5% ao ano e economia deve crescer 2,50%

A primeira edição do relatório Focus em 2019 estimava inflação de 4,01% – 0,14 ponto acima do que prevê hoje
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A primeira edição do relatório Focus em 2019 estimava inflação de 4,01% – 0,14 ponto acima do que prevê hoje

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram pela quarta vez seguida a previsão para a inflação neste ano. De acordo com o boletim Focus publicado nesta segunda-feira (11), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou, desta vez, de 3,94% para 3,87%.

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A projeção está dentro da meta de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano. No início deste ano, a primeira edição do relatório Focus estimava inflação de 4,01% – 0,14 ponto percentual acima do que prevê hoje.

O boletim também divulgou as expectativas para os próximos anos. Para 2020, 2021 e 2022, a previsão para o IPCA segue a mesma da semana passada: 4%, 3,75% e 3,75%, respectivamente. As estimativas para os dois anos que vêm estão no centro da meta estipulada pelo CMN e também têm tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A meta de inflação para 2022, porém, ainda não foi definida.

Taxa Selic

Os analistas financeiros estimam que a Selic deve permanecer em 6,5%, seu mínimo histórico, até o fim de 2019
Thinkstock/Getty Images
Os analistas financeiros estimam que a Selic deve permanecer em 6,5%, seu mínimo histórico, até o fim de 2019

O mercado financeiro também divulgou suas projeções para a taxa Selic , o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Os analistas estimam que a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, seu mínimo histórico, até o fim de 2019. Para o final de 2020, 2021 e 2022, a estimativa é de 8% ao ano.

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A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom (Conselho de Política Monetária) considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o BC precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

PIB e câmbio

Segundo os analistas consultados pelo BC, a cotação do dólar deve fechar 2019 em R$ 3,70 e 2020 em R$ 3,75
Reprodução/Pixabay
Segundo os analistas consultados pelo BC, a cotação do dólar deve fechar 2019 em R$ 3,70 e 2020 em R$ 3,75

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Tanto a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) quanto a da cotação do dólar frente ao real permaneceram iguais às da semana passada. Para este e os próximos três anos, a economia brasileira deve crescer 2,50%. A moeda norte-americana, por sua vez, deve fechar 2019 em R$ 3,70 e 2020 em R$ 3,75.


*Com informações da Agência Brasil

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